Preservação do solo é tema de curso na Embrapa

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A Sociedade de Agronomia do Rio Grande do Sul (SARGS) e a Associação dos Engenheiros Agrônomos de Porto Alegre (AEPA), em parceria com a Embrapa Trigo, Emater e apoio da Syngenta, estão promovendo o curso de Atualização Agronômica em Agricultura Conservacionista. Passo Fundo, está recebendo uma edição do curso até o próximo sábado. 

O pesquisador da UFRGS, Pedro Selbach, disse que é preciso olhar com atenção para as perdas de solo que vem ocorrendo, e eventos como esse têm o objetivo de capacitar cada vez mais as equipes técnicas e difundir os mecanismos de conservação aos produtores rurais. O centro da discussão é como manter a água da chuva nas lavouras, disse ele. Para atingir esse propósito, o palestrante José Denardim (Embrapa), explica que a palhada da aveia ou de coberturas de inverno não é suficiente. A raiz da aveia dura apenas alguns meses no solo, a raiz do milho é preservada por até dois anos e canaliza a água da chuva para além da camada superficial. 
O solo está compactado tem apenas uma casca porosa e os nutrientes, potássio, magnésio, estão indo embora, explica o pesquisador. Ele atribui a essa deficiência, aliada a outras práticas que não são empregadas, a baixa produtividade de soja gaúcha que ainda não chega a 50 sacas por hectare. O plantio direto é apenas uma das técnicas do sistema de plantio direto que é bem mais complexo. O milho não traz o resultado financeiro esperado, mas é preciso que um percentual da lavoura seja utilizado por ele. Outra alternativa é plantar milheto. Uma cultura de verão introduzida após a colheita da soja, por 70 dias, até que cheguem as geadas, vai produzir um sistema radicular que auxilia na conservação do solo, segundo Denardim. Lembra ainda que o solo da região do planalto não é de planícies, é acidentado e precisa que retorne com as curvas de níveis. Costuma mostrar o exemplo das lavouras das Sementes Falcão, onde tem terraços largos, espaço suficiente para a passagem das plantadeiras e colheitadeiras dentro, um sistema eficaz e sem desperdício de área. Conclui que da forma como está a terra, compactada, quando chove a água não penetra e quando ocorre uma pequena estiagem a água que está abaixo dessa camada dura não sobe, até porque as raízes das plantas não conseguem descer. 
A Embrapa tem um programa de preservação de solo em suas áreas de pesquisa em Passo Fundo, por onde passam cerca de 700 alunos por ano. No dia 10 de outubro de 2018, as mesmas entidades farão um Dia de Campo para tratar do referido tema.

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