Ex-ministro Chioro palestrou sobre o SUS na IMED

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Com o intuito de gerar um ambiente de discussão sobre os 30 anos do SUS, avanços e desafios do sistema, a IMED, por meio do Grupo de Pesquisa Gestão, Trabalho e o Cuidado em Saúde da instituição promoveu na tarde dessa terça-feira (16/10), no Auditório do Campus Passo Fundo uma palestra destinada à comunidade acadêmica, gestores e trabalhadores do Sistema.

Com o título “SUS 30 anos: avanços e desafios do sistema de saúde brasileiro” a iniciativa foi ministrada pelo médico e ex-ministro de Saúde, Ademar Arthur Chioro dos Reis, que já foi Presidente do Conselho Estadual de Secretários Municipais de Saúde de São Paulo, é docente da UNIFESP e Pesquisador em Saúde Coletiva da IMED.

Garantido desde a criação da Constituição Federal de 1988, saúde é assegurada como “um direito de todos e dever do Estado, garantida mediante políticas sociais e econômicas que visam à redução do risco de doença e de outros agravos e possibilitando o acesso universal e igualitário às ações e serviços para promoção, proteção e recuperação”. 

Ademar abordou na ocasião importantes pontos sobre o que o SUS representa para a realidade da saúde brasileira, além os desafios enfrentados.

“Importante ressaltar que analisarmos esses 30 anos, em primeiro lugar, podemos comparar o que tínhamos antes da criação do SUS, pois a saúde era um direito apenas dos trabalhadores que tinham careteira assinada, que, portanto, contribuíam com o sistema previdenciário. A imensa massa de brasileiros que viviam no meio urbano, no interior e na periferia das cidades que não tinham vínculo formal de trabalho estava completamente prejudicada e dependiam muitas vezes da existência de uma Santa Casa ou de sistemas de caridade para terem atendimento. Com isso a mortalidade era imensa e as doenças infectocontagiosas ceifavam a vida de milhões de brasileiros. A partir da criação do SUS, se escreve pela primeira vez na constituição que a saúde é um direito de todos e um dever do Estado. Conseguimos avançar em ações e programas de prevenção que são considerados referencias mundiais, até casos de alta complexidade, programas que muitos países de primeiro mundo não conseguem garantir para a população. Entretanto, ainda temos muito o que avançar. Os motivos desse não avanço foram discutidos e estão relacionados a própria complexidade do Brasil em função dos habitantes e da demografia, um país heterogêneo, do ponto de vista da diversidade regional, e da concentração de riqueza e de serviços em determinados lugares que faz com que, o acesso amplo aos serviços de baixa e média complexidade, seja uma verdadeira tortura na vida das pessoas. Assim temos uma ambiguidade: as pessoas reconhecem que o SUS fez muito, que produziu vida, que é uma política pública em defesa da vida, mas sabem que é preciso avançar muito e aí está a complexidade de debater esses 30 anos do Sistema Único de Saúde”, destaca Chioro.

O evento teve o apoio do Hospital da Cidade – HC e Diretório Acadêmico Moacyr Scliar – DAMS.

 

**Foto: Daniel Santos / Comunicação IMED


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