Voto em Bolsonaro ou Haddad?

Postado por: Clovis Oliboni Alves

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No próximo domingo (28), chegaremos ao final de uma das eleições mais polêmica, polarizada e disputada da história política do Brasil. Marcada por discursos inflamados de ambos os lados, candidatos e eleitores, digladiaram minuto a minuto do início ao fim do pleito. Foi uma eleição marcada por denúncias, acusações, “agressões” físicas e verbais, ameaças... O eleitor se viu em meio a uma verdadeira guerra de informações e para complicar ainda mais o cenário, as redes sociais eram bombardeadas com Fake News, de ambos os lados. Os dois candidatos possuem propostas bem distintas e antagônicas, embora as milenares táticas assistencialistas de “pão e circo” tenham sido utilizadas por eles de maneira intensiva e sem nenhum pudor.

Estamos diante de uma eleição polarizada, com dois candidatos com propostas extremamente distintas. De um lado, um candidato que propõe um maior rigor aos criminosos e ao cumprimento das penas, armando a população e agindo com mão de ferro no combate ao crime. Do outro, um candidato com proposta de flexibilização das medidas punitivas e restritivas de direitos, argumentando que o caminho não é a repressão ou o armamento da população. De um lado, um candidato que promete enxugar a máquina pública, extinguindo cargos, ministérios e agências públicas. Do outro, um candidato que promete efetividade dos serviços públicos e controle estatal dos serviços públicos. Um dos candidatos quer uma participação mais efetiva das forças armadas no combate a criminalidade e até mesmo na educação. O outro quer manter o sistema de segurança e de educação, nos moldes existentes. De um lado, propostas radicais na estrutura de nosso sistema de segurança e educação, principalmente. Do outro, um saudosismo dos bons tempos vividos no governo Lula, principalmente no que se refere à situação econômica. Um dos candidatos ergue a bandeira da segurança pública, do restabelecimento da lei e da ordem, da ação enérgica e intolerante contra a corrupção. O outro, alerta para o risco da volta da ditadura, da coerção e do preconceito contra as minorias. O que ambos possuem em comum, são propostas nas áreas assistenciais, com objetivos eleitoreiros claros, embora sejam necessárias ações imediatas neste sentido.

Esta eleição entrará para a história da política brasileira, como uma das eleições mais peculiares de nossa jovem democracia. Marcada por situações atípicas, comparadas a eleições anteriores, nesta eleição, as redes sociais foram determinantes. Nelas, o eleitor se sentiu protagonista do pleito: buscou informação, deu sua opinião, criticou e debateu sobre as propostas, fazendo com que as equipes de marqueteiros e coordenadores de campanha, agissem com rapidez e agilidade, a cada movimento tendencioso dos eleitores. Foi uma verdadeira “guerra” de informações e ataques aos candidatos. O próprio Tribunal Superior Eleitoral (TSE) jogou a toalha e admitiu não ter ferramentas capazes de impedir as notícias falsas que contaminaram as redes sociais. O eleitor precisou apurar seu senso crítico, analisando com cuidado toda e qualquer informação, sobre sua fonte e veracidade. O lado bom desta “democratização” da informação e participação dos eleitores no processo eleitoral é que nada ficou no anonimato. A vida dos candidatos nunca foi tão explorada. Suas ações e posições políticas, antes e durante a campanha, tiveram publicidade massiva aos olhos dos internautas, que julgavam e avaliavam, conforme seus conceitos de valores e interesses. A eleição foi pedagógica, indiscutivelmente. Tanto para candidatos como para eleitores, saímos destas eleições, com uma bagagem positiva em termos de conhecimento e experiência, principalmente no quesito: publicidade dos atos públicos. Todos os agentes públicos sejam eles do executivo, legislativo ou judiciário, se viram sob a batuta e julgamento da opinião pública.   

A esta altura do texto você deve estar me perguntando: Afinal de contas, em quem devo votar nestas eleições? Você deve votar em quem sua consciência mandar. Em quem melhor representar seus interesses e valores, sejam eles pessoais ou corporativos. O que você não deve fazer é desprezar ou agredir, aqueles que por um motivo ou outro, pensem e votem diferente de você. A democracia funciona assim, e, portanto, aqueles que forem “vencidos”, devem cumprir o importante papel da oposição. Agora chegou à hora de votar e escolher os nossos governantes pelos próximos quatro anos. Esperamos que não hajam perdedores, mas sim, opositores que respeitem a decisão democrática do voto. Somos um País plural, com um povo pacífico e trabalhador, que sonha com dias melhores para todos. Que vença o Brasil! Que vença o povo brasileiro!  

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