Ser cristão a partir de Jesus Cristo!

Postado por: Ari Antônio dos Reis

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O cristianismo marcou de forma definitiva a história da humanidade ao ponto de ser usado o termo “cultura cristã”.  Desde o envio dos discípulos à missão pelo Ressuscitado (Mt 28,1-20) muitas pessoas adeririam ao seguimento da proposta de Jesus Cristo. Contribuiu de forma significativa o compromisso missionário do Apóstolo Paulo. Após sua conversão se fez um grande missionário permitindo que outros povos e culturas também se convertessem e assumissem o batismo na fé cristã, segundo o Papa Francisco uma alegria da qual ninguém é excluído (EG 3).

Com o passar dos tempos o ser cristão deixou de ser uma identidade de vida conferida no Batismo e passou a nomear diferentes iniciativas sociais e pessoais, algumas um tanto distantes da proposta de Jesus Cristo. Partidos políticos têm “cristão” no nome, assim como tantas associações, pessoas foram perseguidas por “não serem cristãs”, assume-se posturas sectárias em nome do “ser cristão”, explicam-se práticas preconceituosas segundo o princípio de “ser um bom cristão”.

Ultimamente, devido ao debate eleitoral, já chegando ao seu final, o ser cristão voltou ao debate, sobretudo nas redes sociais. E, muitos cristãos tomam atitude distantes do que seria o verdadeiro agir cristão. Muita agressão verbal aconteceu. Pessoas foram ofendidas como se o pensar diferente se configurasse um grande pecado. Princípios fundamentais da prática cristã foram confundidos com ideologias sem o mínimo conhecimento do que se proferia.  O fundamentalismo religioso espalhou-se assim com as notícias falsas ou mentirosas.

 Daí as perguntas: o que significa ser cristão? Como se configura o agir cristão?

 Para descobrirmos a resposta às perguntas é necessário voltarmos a Jesus. Visitar o Salvador e redescobrir a sua proposta. A Oração Eucarística que tem como título “Jesus que passa fazendo o bem” apresenta-nos uma referência.  Afirma no prefácio: “Vós nos destes vosso Filho Jesus Cristo, nosso Senhor e Redentor. Ele sempre se mostrou cheio de misericórdia pelos pequenos e pobres, pelos doentes e pecadores, colocando-se ao lado dos perseguidos e marginalizados. Com a vida e a palavra anunciou ao mundo que sois Pai e cuidais de todos como filhos e filhas”. Em continuidade a oração lembra um pedido da comunidade cristã reunida e celebrando a memória de Jesus: “Dai-nos olhos para ver as necessidades e os sofrimentos dos nossos irmãos e irmãs; inspirai-nos palavras e ações para confortar os desanimados e oprimidos; fazei que, a exemplo de Cristo, e seguindo o seu mandamento, nos empenhemos lealmente no serviço a eles. Vossa Igreja seja testemunha viva da verdade e da liberdade, da justiça e da paz, para que toda a humanidade se abra à esperança de um mundo novo”. Se meditarmos o significado destas palavras olharemos o nosso agir cristão de uma forma mais crítica.

Que possamos nestes tempos conturbados redescobrirmos o sentido do ser e do agir cristão, fugindo a toda interpretação equivocada ou fundamentalista da proposta de Jesus. Ela é voltada a vida digna e plena para todos sem ódios, guerras ou discriminações.

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