Deixa o homem trabalhar!

Postado por: Clovis Oliboni Alves

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As eleições acabaram e o resultado democrático das urnas, elegeu o candidato Jair Bolsonaro, com ampla maioria dos votos válidos. Até aí tudo bem, porém, o que não se esperava deste turbulento e agressivo processo eleitoral, onde o próprio candidato fora atacado a facadas por um militante fanático, era a atitude inconformada da oposição. Antes mesmo de o candidato assumir a faixa presidencial em 1º de janeiro de 2.019, os pessimistas de plantão, na busca de um consolo aos seus egos feridos, fazem uma  “torcida” antipatriota  para que tudo dê errado no próximo governo e aí tenham o prazer de dizer aqueles que pensavam diferente deles: Eu disse que daria errado!.

A candidatura de Jair Messias Bolsonaro, sempre foi vista com desprezo e desdém pela maioria dos cientistas políticos do Brasil, os quais não acreditavam nem mesmo que ele fosse para o 2º turno das eleições. O candidato Bolsonaro fez uma campanha absolutamente atípica, contra tudo e todos os padrões eleitoreiros pragmáticos, aos quais estávamos habituados a assistir. O Mito como ficou conhecido, começou desprezando e afrontando uma das maiores emissoras de TV do Brasil, a Rede Globo. Depois comprou briga com a classe artística, dizendo que iria acabar com a lei Rouanet. Concorreu com um partido pequeno e sem expressão (PSL) e sem o apoio dos demais partidos. Fez uma campanha modesta, praticamente sem dinheiro público, apenas valores arrecadados (3,5 milhões), onde a sobra de campanha (2 milhões), será doada a Santa Casa que lhe atendeu após o atentado. O grande diferencial desta eleição, que surpreendeu até mesmo os mais experientes institutos de pesquisa e pensadores políticos de plantão, foi a saturação de uma sociedade, que está cansada da velha “politicagem”, dos discursos fáceis, politicamente corretos, hipócritas e mentirosos. A Nação está intolerante com a corrupção, com a falta de ética e de moral. O resultado desta eleição foi um recado aos políticos: o povo brasileiro se cansou deste atual modelo de se fazer política e campanhas.     

O próximo governo tem pela frente um grande desafio: o desafio da mudança! A mudança de comportamento dos Três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário), que precisam se adaptar a este novo momento em que vive o Brasil, aonde a principal mudança veio com a resposta das urnas, pela vontade dos eleitores. O grande desafio será retirar o Brasil de uma das maiores crises econômicas já vista em nossa breve história de Nação. Precisamos devolver a paz e a tranqüilidade ao povo brasileiro, investindo em segurança pública, saúde e educação. Teremos pela frente nos próximos dias, polêmicas e inevitáveis reformas (previdência e tributária). O momento é de grande expectativa e torcida para que tudo dê certo. Os primeiros movimentos do futuro presidente e sua equipe foram muito bem vistos pelo mercado financeiro e pelos investidores, que sinalizaram grandes aportes de investimento no Brasil. Os brasileiros precisam e merecem dias melhores, de prosperidade e paz. Quanto ao comportamento da oposição, se espera o mínimo de ética e responsabilidade. Será fundamental uma oposição sentinela e combativa, porém, responsável e comprometida com os interesses populares do povo, acima de qualquer diferença ideológica e partidária. Quem tem fome tem pressa. Pais e mães de família precisam de emprego e renda para o sustento dos seus. A hora é agora, não podemos mais esperar.

A sociedade brasileira está com grande expectativa pelo próximo governo. Torcemos por dias melhores. Por mudanças profundas, onde a ética e a moral voltem a ser características primordiais em nossos representantes públicos. No mais, fica a torcida para que tudo dê certo. Para que o Brasil dê certo. Para isso, vamos fazer a nossa parte e “deixar o homem trabalhar”.  

“Qualquer que seja a crise de sua vida nunca destruas as flores da esperança para que possa colher os frutos da fé”. — Konrad Lorenz 1903 – 1989.

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