O MTG somos todos nós?

Postado por: Renata da Silva

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Tu já te perguntou qual o apelo do ENART? Qual a receita para fazer, ano após ano, entidades tradicionalistas sobreviver apenas graças a um festival? Que motivação é essa?

Dizem que é a arte, seguida pela emoção que apenas o palco de Santa Cruz é capaz de despertar. Outros dizem que é a tal da integração, a possibilidade de ver e rever amigos dos rincões mais longínquos do Rio Grande. Eu já digo que é o protagonismo de cada indivíduo.

De todos os eventos oficiais do calendário tradicionalista anual, apenas o ENART torna protagonistas aqueles que se dispõe a fazer ele acontecer com emoção, doação e sacrifício.

Cada passo de dança, cada nota musical, cada causo, cada verso… tudo e todos são personagens principais. Sem o artista, sem o público, sem a comissão executiva, sem o voluntário, nada aconteceria. Por um momento, somos todos iguais. Seres humanos sonhadores, nos superando através da arte - e nos doando para ela.

Em cada um daqueles palcos vemos tradicionalistas demonstrando talento e paixão, se descobrindo artistas, compreendendo o mundo através da dança, da música, do poema… se encontrando.

A competição segue ferrenha, é claro, tendo no troféu a personificação dos bons e dos maus momentos de todo um ano de trabalho.

Mas se os troféus não vão para todos, tu já te perguntou porquê todos vão ao ENART?

Porque o ENART é o momento em que todos somos MTG! E sem as pessoas, ENART e MTG nada seriam.

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