Dia Mundial dos Pobres

Postado por: Dom Rodolfo Luís Weber

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Em 2017 o Papa Francisco propôs aos católicos o Dia Mundial dos Pobres. Este ano vai ser celebrado no próximo domingo e a mensagem motivadora do papa é inspirada no salmo 34, 7: “Este pobre pediu socorro e o Senhor o ouviu, livrou-o de suas angústias todas”. A mensagem foi publicada no dia 13 de junho de 2018 na memória litúrgica de Santo Antônio. É costume nas igrejas dedicadas a Santo Antônio a bênção e a distribuição de pães. Um sinal que indica gratidão pelo alimento e o exercício da partilha.

Este texto é uma síntese da mensagem do Papa Francisco e todas as citações são daí tiradas. Constantemente nos “confrontamos com as mais variadas condições de sofrimento e marginalização em que vivem tantos irmãos e irmãs, que nos habitamos a designar com o termo genérico de ‘pobres’. O pedido de socorro daquele pobre se torna apelo a todos nós “rodeados por tantas formas de pobreza, compreender quem são os verdadeiros pobres para os quais somos chamados a dirigir o olhar a fim de escutar o seu clamor e reconhecer as suas necessidades”.

No salmo aparecem três verbos que caracterizam a atitude do pobre e a sua relação com Deus: pedir, ouvir e livrar. Pedir socorro revela que “a condição de pobreza não se esgota numa palavra, mas torna-se um brado que atravessa os céus e chega a Deus”. Nas situações de sofrimento, desilusão, solidão a forma mais eloquente de chamar atenção é pedir socorro. O desafio é escutar quem clama. “Necessitamos da escuta silenciosa para reconhecer a sua voz. Se nós falamos demasiado, não conseguiremos escutá-los a eles”.

O segundo verbo é ouvir que leva a responder. “A resposta de Deus ao pobre é sempre uma intervenção salvadora para cuidar das feridas da alma e do corpo, repor a justiça e ajudar a retomar a vida com dignidade”. O salmista sente-se atendido por Deus e partir disso fica esperando a nossa resposta. “O Dia Mundial dos Pobres pretende ser uma pequena resposta, dirigida pela Igreja inteira dispersa por este mundo, aos pobres de todo gênero e de todo o lugar a fim de não pensarem que o seu clamor caíra em saco roto. Provavelmente, é como uma gota de água no deserto da pobreza; e contudo pode ser um sinal de solidariedade para quantos passam necessidade a fim de sentirem a presença ativa dum irmão ou duma irmã”.

O terceiro verbo é livrar ou libertar. “O pobre da Bíblia vive com a certeza de que Deus intervém em seu favor para lhe devolver dignidade. A pobreza não é procurada, mas criada pelo egoísmo, a soberba, a avidez e a injustiça: males tão antigos como o homem, mas sempre pecados são... A salvação de Deus toma a forma duma mão estendida ao pobre, que lhe oferece acolhimento, protege e permite sentir a amizade de que necessita ... para integrar-se plenamente na sociedade”.

O Papa ressalta que “este Dia fosse celebrado sob o signo da alegria pela reencontrada capacidade de estar juntos”. As distâncias criadas entre as pessoas não podem ser alimentadas para criar um fosso ainda maior. Faz-se necessário criar um movimento de encontro, de aproximação e deste modo vão sendo superados vários preconceitos e medos. O resultado do encontro de pessoas sempre gera alegria, supera a indiferença. Dando-se “as mãos uns para os outros, se realize o encontro salvífico que sustenta a fé, torna concreta a caridade e habilita a esperança a prosseguir segura no caminho rumo ao Senhor que vem”.

 

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