Cantata Natalina: até 2019

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Os fogos de artifício que iluminaram o céu de Passo Fundo, na noite de sábado (08), marcaram a despedida da Cantata Natalina de 2018. Neste ano, o espetáculo evangelizador cantou, em três apresentações no município e uma em Carazinho, o nascimento do menino Jesus, sob a perspectiva da Bondade.
O tema, eleito pela Comissão Central de Organização do evento, faz memória à trajetória de 95 anos das Irmãs de Notre Dame no Brasil e busca cumprir com o pedido de sua mãe espiritual, Santa Júlia Billiart, de tornar o bom Deus conhecido e amado. Afinal, conforme destaca a presidente da Congregação de Nossa Senhora, Irmã Araci Ludwig, quando a bondade e a misericórdia de Deus se manifestaram em Jesus Cristo, a humanidade foi salva. “A bondade é uma virtude do coração, é o dom do espírito de Deus. Jesus é a manifestação do coração misericordioso de nosso Pai, que se fez carne para libertar os homens do pecado”, explica.
Nas quatro semanas de apresentação do maior espetáculo natalino do norte gaúcho, os espectadores assistiram às janelas dos Colégios Notre Dame serem abertas por pequeninas e ansiosas mãos infantis. O ato que há, doze anos marca o início do evento evangelizador, deu início ao espetáculo, composto por 20 quadros artísticos. Nele, mais de 600 artistas voluntários apresentaram cânticos, coreografias e encenações que representaram a bondade divina.
Antecedida, neste sábado, pelo agradecimento do deputado estadual Gilberto Capoani - que lembrou que a Cantata é patrimônio histórico de Passo Fundo e exemplo da propagação de valores como a solidariedade e a fraternidade – a narrativa, enalteceu a generosidade de Deus para com a humanidade, que, além de ser manifestada pela oferta do Seu filho para salvá-la, foi traduzida em todas as maravilhas do universo. Em contraponto, porém, o seu roteiro propôs o questionamento sobre se, enquanto homens, seríamos capazes de viver a seu exemplo, trocando destruição por preservação, guerra por paz, intolerância por respeito e sofrimento por amor.
Contudo, ainda que reflita algumas das mazelas da atualidade e indague o público sobre qual será a sua interferência sobre o futuro, o espetáculo popular não perdeu seu caráter esperançoso. Afinal, o ato máximo da bondade divina - representado pela criança que, sob o olhar amoroso de Maria e José, repousa na simplicidade de uma manjedoura, onde recebe a reverência de reis e pastores - é símbolo eterno de renovação.
A comoção desta representação adquiriu tom festivo com crianças, que, alegremente, dançaram sob a “neve” e Papais Noéis que distribuíram doces para o público, antes que as janelas se fechassem e o céu negro da noite ganhasse o colorido dos fogos silenciosos, que simbolizava um “até 2019!”.

Pré-apresentação da Orquestra Notre Dame:
Antes do início do espetáculo, canções tradicionais de Natal já embalavam o público que, às 20h10min, estava reunido na Praça Notre Dame, à espera da última apresentação da décima segunda edição da Cantata. Elas foram executadas pela Orquestra Notre Dame – formada por estudantes e ex-alunos do Colégio Notre Dame e da Escola Notre Dame Menino Jesus, sob regência de Guilherme Gambetta da Silva – e foram entoadas pelos cantores do Coral Infanto-juvenil Notre Dame.
Além dos temas natalinos, durante a Pré-apresentação, a Orquestra também apresentou músicas populares, em formato instrumental.

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