A crise no sistema carcerário

Postado por: Gilnei Fogliarini da Costa

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Um dos principais debates nas rodas de conversas aponta a segurança pública como um dos maiores problemas sociais da atualidade. Diversos são os “especialistas” que destacam os motivos e as soluções para dirimir o caos que ora se instala no país.

Para contribuir com esse debate podemos indicar o caos no sistema carcerário como um desses contratempos que vem se intensificando e gerando grande preocupação. Nessa seara vislumbramos diversos fatores que contribuem para a evolução do descontrole, e um dos principais aspectos é o descaso do Estado com seus servidores, a falta de profissionais e sua desvalorização que acarreta os mais diversos problemas de saúde física e psicológica, levando à queda da qualidade do serviço prestado. Outro problema é a escassez de vagas e o abandono dos estabelecimentos prisionais, que hoje são ruínas onde são entulhados presos. Todos sabem que os presídios estão super lotados, em sua grande maioria destruídos e sem a mínima condição de ressocializar.

No último sábado (12/01) a notícia da fuga de dezessete (17) detentos do Presídio Regional de Passo Fundo tornou-se notícia nacional, estampou os principais jornais do país, onde apontaram diretamente a falha na segurança e dos cuidados básicos de prevenção. Fato que levou a Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe) a realizar a troca de toda direção do estabelecimento prisional, a qual passou ao controle de uma equipe de intervenção, com a finalidade de solucionar os problemas e investigar os possíveis culpados pelas falhas apontadas.

É de conhecimento que as casas prisionais estão dominadas por facções que ocupam galerias e controlam o crime. Agentes penitenciários e policiais ficam ao arbítrio do sistema. O Estado não valoriza, não investe, não mostra a menor intenção de solucionar o problema. Enquanto isso, ficamos de mãos atadas enquanto a sociedade clama por socorro.

Precisamos discutir um investimento capaz de aumentar e qualificar o sistema, os poderes executivo, legislativo e judiciário precisam se envolver para dar melhores condições de trabalho aos servidores e de alojamento aos encarcerados. O Estado precisa olhar para este problema ou as casas prisionais continuarão sendo dominadas pelas facções e não resolveremos os problemas de segurança aqui fora.

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