Jornada Mundial da Juventude

Postado por: Ari Antônio dos Reis

Compartilhe

Estamos acompanhando mais uma edição da Jornada Mundial da Juventude, desta vez sediada na Cidade do Panamá. Estes eventos começaram no pontificado de João Paulo II e tem sido uma forma de reunir milhares de jovens para momentos de oração, reflexão, partilhas de vida, integração cultural e o encontro com o Papa.

São louváveis estas e outras iniciativas voltadas a evangelização da juventude. A Igreja demonstra o carinho e atenção para com esta parcela da população com muitas potencialidades, mas também muitas fragilidades, as quais exigem, não só da Igreja, como também de toda a sociedade apoio e atenção.

Nos vários documentos do magistério eclesial universal e latino americano encontramos referencias voltadas ao trabalho evangelizador da juventude. Lembramos o Documento de Aparecida que reconhece que os jovens representam enorme potencial para o presente e futuro da Igreja e de nossos povos, como discípulos e missionários do Senhor Jesus. Não temem o sacrifício nem a entrega da própria vida, mas sim uma vida sem sentido. Por sua generosidade, são chamados a servir a seus irmãos, especialmente aos mais necessitados, com todo o seu tempo e vida. Como discípulos missionários, as novas gerações são chamadas a transmitir a seus irmãos jovens, sem distinção alguma, a corrente de vida que procede de Cristo e a compartilhá-la em comunidade, construindo a Igreja e a sociedade (cf. DAp 443).

Na linha do diálogo e escuta no ano passado aconteceu em Roma o Sínodo sobre a evangelização da juventude, voltado a construção de linhas de trabalho para a evangelização dos jovens no mundo todo.  Esperamos que estas resoluções fortaleçam o trabalho junto aos jovens não como proselitismo, mas na perspectiva de uma “Igreja em saída” presente nas diversas realidades onde a vida está ameaçada sobretudo dos jovens das periferias humanas.

Acerca da Jornada Mundial da Juventude lembramos a sua importância como lugar de diálogo e aproximação com os jovens. Contudo, um grande evento necessita outros espaços de consolidação da missão evangelizadora. Neste sentido compreendo como insubstituível o trabalho cotidiano que acontece em nossas paróquias e comunidades. Ali verdadeiramente os jovens encontram mediações para conhecer Jesus e sua proposta e aderirem a ela. Deste espaço não podemos prescindir.  

Leia Também Municípios receberão R$ 44 milhões para salas de vacinação Na escola da Misericórdia A fábula do vestidinho azul Jamais abdicar da democracia!