Deputado do PSOL diz que Bolsonaro "está para morrer" e PSL rebate

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O deputado federal Edmilson Rodrigues (PSOL-PA) disse em entrevista à TV Câmara que o presidente Jair Bolsonaro "está para morrer", e que pessoas próximas o obrigaram a reassumir o cargo por supostas desconfianças em relação ao vice-presidente, Hamilton Mourão. Aliados do governo repudiaram o comentário do deputado e prometeram acionar o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados.

"Olha, eu acho que o governo deve definir a sua estratégia, mas não se entende. Nem vice... O presidente está para morrer, mas a sua assessoria mais direta praticamente o obrigou, o constrangeu a reassumir o cargo, porque ele não tem confiança no vice, que é um general de carreira", respondeu Rodrigues.

O psolista disse ainda que seu partido buscará "inviabilizar na medida do possível" as medidas que considerarem "contrárias ao interesse nacional e ao interesse público". 

PSL rebate

Em sua conta no Faceboook, o deputado estadual Delegado Francischini (PSL-PR) disse que a executiva nacional do PSL vai acionar o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados contra Rodrigues. "Deputado do PSOL diz em entrevista que Bolsonaro está para morrer! Intenções criminosas deste partido. Com certeza, a executiva nacional do PSL vai encaminhar este caso, através de nossos Deputados, para o Conselho de Ética!", escreveu.

Recuperação

Bolsonaro completará 15 dias de internação na próxima segunda-feira. Ele se submeteu a uma cirurgia para reconstrução do trânsito intestinal no último dia 28. 

O presidente retirou dreno e sonda, mas continua se recuperando de uma pneumonia. À época da cirurgia, Mourão chegou a assumir o comando do governo por 48 horas. Extrovertido, deu várias entrevistas, mas acabou desagradando a filhos de Bolsonaro, que aconselharam o pai a não prolongar a licença médica. A expectativa inicial era de que o presidente deixasse o hospital na semana passada, mas, com as complicações ocorridas, como a pneumonia diagnosticada, ainda não há prazo definido. 

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