DRACO deflagra a 4ª fase da Operação Pólis em Passo Fundo

Compartilhe
*Créditos: Polícia Civil

Nesta terça-feira, 12 de março, a POLÍCIA CIVIL através da DRACO, coordenada pelo Del. Diogo Ferreira, desencadeou a 4ª fase da Operação PÓLIS. Foram cumpridos um mandado de prisão preventiva, 6 mandados de busca e apreensão, 4 ordens judiciais de sequestro de bens imóveis e veículos.

Após o encerramento das primeiras fases, onde foram cumprido buscas nas residências dos investigados, com apreensão de documentos, veículos, valores, sequestro de imóveis, foram instaurados inquéritos policiais para investigar cada núcleo criminoso dos estelionatários.

Foram realizadas analise das quebras de sigilo fiscal, financeiro e bancário dos investigados, onde foram apuradas mais de 10 atos de lavagem de dinheiro dos investigados, identificados os “laranjas”, aferido o patrimônio oriundo da lavagem de dinheiro, proveniente dos estelionatos praticados pelos investigados. Os dois principais investigados (que aplicavam o conto do bilhete) e mais 11 pessoas (que auxiliavam na lavagem de dinheiro) foram denunciados pelo Ministério Público pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Sob coordenação do Delegado Diogo Ferreira, nesta 4ª fase, o alvo principal é R.S.O. (38 anos), que mesmo após a deflagração da 1ª fase da operação, o investigado e seu grupo, continuou a praticar diversos estelionatos, e continuou lavando o dinheiro obtido com o crime. Além desses fatos, mais todos os elementos colhidos na investigação embasaram a representação pela prisão preventiva dos investigados.

Entre anos de 2013 e 2018, os investigados movimentaram em suas contas mais de 1 milhão de reais, dinheiro esse na sua grande maioria depósitos, transferências de valores oriundos de estelionatos do conto do bilhete. No entanto, o valor movimentado pelo grupo criminoso é no mínimo 5 vezes mais que isso, visto que muito golpes aplicados os investigados pegavam os valores em dinheiro, e nestes casos não havia movimentação bancária, mas posteriormente esses valores eram utilizados para compra de veículos e imóveis em nome de laranjas, com a finalidade de branquear o dinheiro ilícito.

São 5 veículos alvos de sequestro (avaliados em mais de 800 mil reais) e três imóveis (avaliado em mais de 800 mil reais) pertencentes aos dois principais investigados. Inclusive um dos veículos sequestrado é um Camaro, amarelo, que o Magistrado deferiu o uso provisório para a Polícia Civil.

Entre móveis e imóveis, apreendidos e sequestrados mais 1,5 milhões de reais, que após o término do processo com condenação serão leiloados, e as vítimas destes investigados receberão os valores que foram lesadas na época, e o restante será revertido a Polícia Civil.

Além da prisão, foram apreendidos um Land Rover, Evoque, R$ 29.600,00 em dinheiro, um CNH falsa utilizada por RSO e documentos.

Na apuração geral da operação PÓLIS há mais de 50 milhões de reais bloqueados/sequestrados entre imóveis e veículos, onde mais de 150 pessoas são investigadas pelos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa. As investigações prosseguem.

Os nomes ainda não foram divulgados para não interferir no processo de investigação.





Leia Também Michel Temer é preso pela força-tarefa da Lava Jato Lula e seu filho são indiciados pela PF por lavagem e tráfico de influência Grupo de crianças usa Viagra, ecstasy e álcool em piquenique escolar em Lajeado Gustavo da Luz é eleito presidente da Associação dos Advogados Criminalistas de Passo Fundo