Edelvânia: "Eu tô traumatizada de fazer aquela cova"

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O depoimento da terceira acusada, Edelvânia Wirganovicz, sobre a morte do menino Bernardo Boldrini foi interrompido no começo da tarde desta quinta-feira. Emocionada e chorando muito, a ré passou mal e caiu da cadeira enquanto prestava depoimento no Fórum de Três Passos. A sessão foi suspensa e ela foi levada para receber atendimento em outra sala. Neste momento, o salão do júri foi fechado. Mais tarde, o Tribunal informou que Edelvânia dará continuidade ao seu depoimento no julgamento.

Antes do desmaio, Edelvânia contrariou algumas falas de Graciele Ugulini, que prestou depoimento antes dela. Disse ainda que foi coagida pela Polícia Civil. “A delegada me coagiu. Ela só deixou a arma em cima da mesa e botou a câmera para filmar”, disse Edelvânia. “Não deixou eu chamar advogado nenhum”, acrescentou.

Sobre a morte do menino, atribuiu a culpa à madrastra Graciele. Disse que não entendia como ela não gostava da criança. "Quisera eu pudesse cuidar dessa criança. Quisera eu pudesse cuidar do Bernardo".

Afirmou Edelvânia Wirganovicz: "Eu tô traumatizada de fazer aquela cova, de botar aquele guri dentro da cova... eu tô traumatizada até hoje".

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