Caso Bernardo: quatro réus são condenados

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Na noite desta sexta-feira, 15, em Três Passos, a juíza  juíza Sucilene Engler Werle proferiu a sentença dos quatro condenados pelo crime que vitimou de forma bárbara o menino Bernardo Boldrini, de 11 anos, no ano de 2014.
Esse foi um dos julgamentos mais aguardados de todos os tempos no Rio Grande do Sul, com repercussão em todo o Brasil.  Foram cinco dias de julgamento, com início na segunda-feira, 11.  Foi transmitida na íntegra pela imprensa, com o público acompanhando pelo Facebook da Rádio Planalto News (92.1), além da cobertura da emissora.

PENAS
Leandro Boldrini foi sentenciado a um total de 33 anos e 8 meses de reclusão. Em razão do tempo já cumprido de prisão desde 2014, restam oito anos de prisão a serem cumpridos pelo pai de Bernardo, sendo 30 anos e 8 meses por homicídio, 2 anos por ocultação de cadáver e 1 ano por falsidade ideológica. 
Graciele Ugulini, a madrasta, foi sentenciada a 34 anos e 7 meses de prisão em regime fechado, sendo: 32 anos e 8 meses por homicídio e 1 ano e 11 meses por ocultação de cadáver. Em razão do período já cumprido (prisão preventiva), a madrasta de Bernardo ainda irá cumprir um tempo superior a 8 anos. 
Edelvânia Wirganovicz, amiga da madrasta, foi condenada a 23 anos de reclusão, inicialmente em regime fechado. Desses, são 21 anos e 4 meses pelo homicídio e 1 ano e 6 meses por ocultação de cadáver. Também presa desde 2014, a assistente social cumprirá mais de 8 anos de prisão.
Evandro Wirganovicz, irmão de Edelvânia, foi condenado a 9 anos e seis meses de prisão, sendo 8 anos por homicídio simples e 1 ano e 6 meses por ocultação de cadáver. Preso desde maio de 2014, ele irá cumprir o restante da pena em regime semiaberto.

RELEMBRE O CASO
Bernardo Boldrini era órfão por parte de mãe e vivia com o pai, o médico Leandro Boldrini, e a madrasta, Graciele Ugulini, em Três Passos. No dia 04 de abril de 2014, O menino de 11 anos morreu depois de ser obrigado por sua madrasta a ingerir altas doses de medicamento. Ela teve a ajuda do pai de Bernardo, de uma amiga, Edelvânia Wirganovicz, e do irmão de Edelvânia, Evandro Wirganovicz. O corpo só foi encontrado dez dias depois em uma cova, na cidade de Frederico Westphalen. Os quatro réus foram presos em 2014 e, agora, vão a júri popular.
Em 13 de maio daquele ano foi decretada a prisão preventiva de três dos quatro réus: Leandro Boldrini, Graciele Ugulini e Edelvândia Wirganovicz. Dias antes, a Justiça também decretou a prisão temporária de Evandro Wirganoviz, irmão de Edelvânia. Já no dia 16 de maio daquele ano, o juiz aceitou a denúncia contra os acusados. 

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