Terapia Cognitivo Comportamental e de Família no tratamento de Anorexia e Bulimia

Postado por: Caroline Garcia Silva

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Terapia Cognitiva Comportamental é uma psicoterapia bastante moderna que se baseia em dois princípios: o primeiro diz que nossas cognições têm influência sobre o nosso comportamento; o segundo refere-se ao fato de que o modo como agimos afeta nossas emoções e pensamentos (WRIGHT, BASIO & THASE, 2008). A TCC também é importante para o trabalho da imagem corporal e dos padrões estéticos que são muito elevados nas pessoas anoréxicas. TCC demonstra ter bons resultados no tratamento de Bulimia Nervosa, havendo redução de sintomas de compulsão alimentar, dos comportamentos de purgação e da insatisfação com a imagem corporal.

Na Terapia Cognitiva Comportamental, o compromisso do paciente é o principal objetivo da terapia. No começo do tratamento os objetivos são os seguintes: expectativas, intenções e esperança. Salienta-se a importância de construir as expectativas positivas sobre a terapia, tanto sobre o papel (o que é esperado do terapeuta e do paciente), como sobre os resultados. O controle da ingestão (evitar que o paciente faça o “movimento pendular”) passar de uma dieta restritiva que lhe provoque fome para um episódio bulímico, é indicado um programa alimentar fixo. A reestruturação cognitiva consiste em procurar modificar as crenças irracionais que mantêm e reforçam os padrões disfuncionais. É fundamental que os pacientes entendam a interação entre seus pensamentos, sentimentos e disfunções de comportamentos. Preocupa-se em manter as conquistas das fases anteriores e fazer um plano de prevenção de recaídas, por meio de antecipação e preparação para o enfrentamento de situações de estresse que anteriormente ativavam os padrões disfuncionais.

Terapia de Família possui uma função de grande valor e de suma importância no tratamento dos transtornos alimentares. É fundamental que possamos unir família-paciente para juntos, encontrarmos maneiras e alternativas variadas para que eles possam reconstruir e ressignificar suas vivências e, assim, libertar-se de padrões de comportamentos diferenciais e inadequados.

Percebe-se que com a inclusão de pais e mães no tratamento dobrou a efetividade dos resultados. Os pais são como ajudantes potenciais na alimentação dos filhos. Através da terapia é possível identificarmos uma família psicopatogênica, ou seja, como promotora do transtorno. Este modelo de terapia proporciona apoio, aprendizagem e esperança. O grupo possibilita que os pais e demais familiares se tornem especialistas no cuidado dos filhos. Os pais acabam se posicionando como parceiros dos profissionais na árdua luta que travaram para alcançar a cura de seus filhos. Os pais são encorajados e parabenizados pelos seus esforços na busca da melhora. Evitam-se críticas diretas ao paciente, busca-se a separação do indivíduo em relação à doença, e as dificuldades que usualmente aparecem no início do tratamento são cuidadosamente explicitadas à família.

 

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