Igreja promove a Coleta da Solidariedade neste domingo

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A Igreja, neste domingo, se volta para a celebração de Domingo de Ramos: montado em um jumentinho, Jesus entra, aclamado pelo povo, em Jerusalém. É durante esta celebração que acontece a Coleta da Solidariedade: gesto concreto proposto pela Campanha da Fraternidade, a coleta, que acontece neste domingo, 14 de abril, constitui os Fundos Nacional, Estadual e Arquidiocesano de Solidariedade que se voltam para apoiar iniciativas e projetos sociais que beneficiem a comunidade. De todo valor arrecadado nesta coleta, 40% é destinado ao Fundo Nacional de Solidariedade; 10% ao Fundo Estadual de Solidariedade e 50% ao Fundo Arquidiocesano de Solidariedade.

Concretizando a teoria
Na Arquidiocese de Passo Fundo, o Fundo de Solidariedade, que é constituído a partir de parte do recurso arrecadado nas 53 paróquias durante esta coleta, surgiu no ano 2000 e, desde então, apoiou mais de 220 iniciativas em diferentes áreas. Para o arcebispo, dom Rodolfo Luís Weber, a proposta do FDS – e da própria Coleta - vai ao encontro da essência da Igreja, que está solidificada na ideia de ajudar o próximo. “É uma coleta e, portanto, não é imposto, nem taxa, nem pagamento. Estes se caracterizam pela obrigatoriedade. A coleta tem a marca da doação. O discernimento sobre o dar e quanto dar recai sobre a consciência do doador. É ele que decidirá sobre a causa e os destinatários da coleta”, explica.

Dom Rodolfo acrescenta, ainda, que o recurso arrecadado e a doação dele são, também, uma ação do período quaresmal e destinados àqueles que, de fato, precisam. “É um exercício de fraternidade e é uma atitude que faz parte da Quaresma. O objetivo é treinar a solidariedade e aproximar as pessoas e isso é feito através de recurso financeiro. O Fundo é uma concretização da solidariedade. Os destinatários da Coleta da Solidariedade são as pessoas mais pobres. A coleta não é partilhada para pessoas individuais, em ajudas individuais, mas somente através de projetos comunitários. Quando faço a minha doação, não conheço os beneficiados, mas posso ter a certeza que são pessoas que precisam de ajuda. Aqui valem os ensinamentos de Jesus: que a mão direita não saiba o que fez a esquerda; não dar para ser visto e elogiado pelos outros.”, conclui.

Projetos em busca de aprovação
Para que os projetos recebam o investimento do Fundo de Solidariedade, é preciso seguir alguns critérios que possibilitam a aprovação da iniciativa: as atividades devem envolver, no mínimo, três famílias, com uma organização coletiva/associativa ou em mutirão e, ainda, o projeto deve ter um parecer da paróquia ou de alguma pastoral ou movimento social. Também, os grupos devem oferecer a contrapartida e todos os projetos devem envolver uma devolução solidária: os projetos de geração de renda necessitam ter um valor em dinheiro que retorna ao Fundo, já os projetos de educação solidária devem ter algum gesto concreto de solidariedade dentro da própria comunidade. Por sua vez, os projetos direcionados à saúde coletiva demandam que sejam reproduzidos ou multiplicados para outras pessoas ou grupos. E, por fim, os projetos devem prestar contas através de um relatório descritivo, financeiro e fotos para divulgação.


Créditos: Sammara Garbelotto
Assessoria de Comunicação da Arquidiocese de Passo Fundo

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