Tríduo Pascal

Postado por: Ari Antônio dos Reis

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Iniciamos nesta quinta-feira santa o Tríduo Pascal. É a etapa final da caminhada quaresmal que nos levará à celebração da Ressurreição do Senhor, a grande Festa Pascal. Convém recordar que o momento ápice desta semana de oração e celebração do mistério de Jesus está na celebração da Vigília Pascal (Sábado) quando se faz a memória da Ressurreição do Senhor.  Na quinta feira acontece também a Missa do Crisma e da unidade diocesana. Celebrando com o clero atuante na arquidiocese o arcebispo abençoa o óleo do batismo e dos enfermos e consagra o óleo da crisma, utilizados para ministrar estes sacramentos nas comunidades.

Na quinta-feira à noite a comunidade celebra a Ceia do Senhor e a instituição da eucaristia memória do último encontro de Jesus com os seus discípulos quando partilhou o pão e o vinho afirmando ser seu corpo e seu sangue e pedindo que fizessem em sua memória (1 Cor 23-26). Na mesma noite lavou os pés dos discípulos lembrando o compromisso do serviço a toda a humanidade.  O que Ele fez deveria ser a prática do seu discipulado (Jo 13,15)

Na sexta-feira santa a comunidade faz a memória da Paixão do Senhor, o gesto extremo de doação do Filho de Deus que assume com coragem o sacrifício da cruz pela salvação da humanidade. A morte de Jesus na cruz é compreendida pela comunidade cristã como um gesto salvador da humanidade. A participação da celebração e a procissão do Senhor morto significam a solidariedade e compromisso com a vida e missão de Jesus.

No sábado celebra-se a Vigília Pascal quando a comunidade cristã celebra com alegria a festa da ressureição do Senhor. É uma celebração marcada por um simbolismo muito significativo começando pela benção do fogo novo, acendimento do Cério Pascal, proclamação da Páscoa, benção da agua batismal e batismo tudo sustentado pela leitura e reflexão da Palavra de Deus que vai iluminando a celebração com a narrativa da história da salvação e culminando com o evangelho que narra a Ressurreição do Senhor (Lc 24 1-12). É o tempo da Páscoa que se inaugura, perdurando por cinquenta dias até a Festa do Pentecostes, a manifestação do Espirito Santo prometido por Jesus ao discipulado (Jo 16,13).

Participemos destes momentos com espirito cristão e abertos à conversão. A celebração da memória de Jesus aprofunda a vivencia da fé cristã e reforça os laços de comunhão da comunidade cristã. 

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