Um estouro de carreata

Postado por: Júlio César de Medeiro

Compartilhe

Em 1998 acontecia a copa mundial de futebol na França. Em 12 de julho, no interior do Rio Grande do Sul, alguns amigos e parentes se reuniram para assistir a final entre os donos da casa e a seleção canarinho. Como sabem, deu França com o placar de 3 x 0. Mesmo assim os amigos, empolgados, saíram em carreata pelas ruas da cidade, comemorando o vice-campeonato.

Um dos carros na carreata era a famosa Brasília branca 1978, a mesma dos causos das duas últimas semanas. Sim, essa Brasa tem muita história.

A carreata estava bem animada. Todos os 3 carros buzinando, piscando as luzes com o som bem alto e seus ocupantes gritando com meio corpo para fora, soltando foguetes. Uma diversão sadia.

Lá pelas tantas o carona da Brasília, ao tentar soltar mais um foguete, atrapalhou-se e deixou o artefato cair dentro do carro, aceso. Deu tempo apenas de abrir as portas e pular antes que os estampidos e clarões os deixassem cegos e surdos por alguns segundos.

Entre mortos e feridos, todos se salvaram. Um ficou com um zumbido no ouvido que aumenta em dia de jogos. O outro virou ativista contra fogos de artifício e assemelhados. Mas a mais prejudicada foi a Brasília, com o parabrisas estourado e alguns buracos e chamuscados em bancos e carpetes.

Dureza foi enfrentar os 50 km da viagem de volta, com o vento nos cabelos, o cheiro de pólvora impregnado nas roupas e no carro, ardendo nas narinas.

Na semana que vem tem mais Brasília branca, dessa vez com uma história de suspense, sangue, morte e um final surpreendente. Grande abraço.

Leia Também Com sapato ou sem sapato O bom samaritano Um projeto para o Brasil Reforma da Previdência: cofre aberto