Quem foi o seu grande mestre?

Postado por: Clovis Oliboni Alves

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Nesta semana, respondi a uma pergunta que mexeu com meus mais íntimos sentimentos: Quem foi o seu grande mestre ao longo de sua vida? A pergunta parece simples, porém, nos remete a uma série de sentimentos de saudosismo, gratidão e admiração. Ao fazermos este exercício, buscamos em nossa memória, pessoas que de fato tenham tido um significado fundamental na formação de nosso caráter e da pessoa que somos hoje. Dentre as grandes personalidades as quais lembrei, vieram: professores, amigos, familiares e livros, que construíram e/ou lapidaram, muitos conceitos e valores, que hoje levo comigo.

Esta experiência foi ímpar para mim, pois normalmente não paramos para fazer esta análise: “Quais as pessoas responsáveis pela nossa formação, nossa personalidade cultural, profissional e emocional...”. Em um primeiro momento nos parece ser fácil, mas começando a reflexão, observa-se que não são poucas as pessoas que tiveram significância em nossas vidas. Comecei pensando em meus pais, que me deram a vida e as primeiras e fundamentais orientações de educação. Depois pensei em vários professores: do ensino fundamental, do antigo segundo grau, dos cursos técnicos e da faculdade. Pensei também nos instrutores dos cursos de formação profissional, das diversas áreas que passei; amigos aos quais eu os admirava; colegas de militância do movimento ecológico; parentes queridos e estimados que sempre fizeram parte de minha vida; companheiros da política onde também fiz grandes amizades e experiências imensuráveis; colegas e amigos da igreja; colegas e amigos do trabalho... Confesso que fiz uma verdadeira regressão em minhas memórias primordiais, onde muitos foram lembrados com imenso carinho e gratidão. Percebi que levo comigo um pouquinho de cada um deles e que todos tiveram seu grau de importância em minha vida.

Para mim a resposta acima seria satisfatória, além de não me comprometer e não magoar nenhum dos meus queridos mestres, porém, para a pessoa que me questionou, não servia, pois queria um nome. O nome daquela pessoa ou livro, que realmente tenha mudado minha vida. Pensei por alguns instantes e não tive outra opção, senão daqueles dois mestres que mudaram totalmente minha vida e meu modo de viver. Aqueles que me fizeram crescer como ser humano, como pessoa, cidadão, aluno, amigo e pai. Vocês já têm uma pista de quem seja? Sim são eles: os meus filhos amados, meus mestres eternos, Ian Francesco Mello Alves e Iasmin Mello Alves. Eles são uma verdadeira benção em minha vida. Embora seja o papel de pai, educar e ensinar, tenho aprendido muito com eles. As almas genuínas de criança nos ensinam a amar sem preconceito, a ter pureza nas atitudes, desprendimento em seus atos e despretensão em suas amizades. Com eles a franqueza é natural, o sorriso é espontâneo e o choro também. Eles me ensinam a ter paciência, persistência e esperança acima de tudo. Com eles aprendi a solucionar questões complexas (para os adultos), com leveza e naturalidade. Estes mestres me ensinaram a dar valor ao bem mais precioso da vida: “O amor incondicional!”

Se você ainda não fez este exercício de pensar em um “mestre” que tenha feito a diferença em sua vida, faça imediatamente. A gratidão é um bálsamo para nossa alma. Dentro do possível, se a pessoa que você escolher ainda estiver viva, diga a ela o quanto você a considera e o quanto ela é importante para você. Muitas vezes, perdemos a chance de falar e abraçar aqueles que amamos. O tempo não para e não volta mais.

“Sejamos gratos às pessoas que nos fazem felizes. Eles são os jardineiros encantadores que fazem nossas almas florescerem.” Marcel Proust

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