CNBB: qual a nossa missão?

Postado por: Dom Rodolfo Luís Weber

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A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil –CNBB - é a instituição permanente que congrega os Bispos da Igreja Católica no Brasil. Ela une os bispos para que cada um consiga realizar melhor a sua missão na diocese que lhe é confiada. É um espaço propício para o estudo, reflexão, debate, oração e discernimento de caminhos para a Igreja realizar a missão de levar o Evangelho de Jesus Cristo. A CNBB fomenta a união entre os bispos brasileiros, com os bispos do mundo inteiro e o Papa Francisco. Ajuda cada bispo a concretizar em sua diocese as grandes orientações doutrinais, pastorais e legais da Igreja. É uma instância propícia de formação e assessoramento de cada bispo.

A estrutura existente para alcançar a finalidade da CNBB é a seguinte. Em primeiro lugar está a Assembleia Geral realizada ordinariamente uma vez por ano, quedura 10 dias, da qual participam todos os bispos. Para os bispos é um tempo propício de encontro, de convivência fraterna, de rever amigos, de oração, de partilha das alegrias e desafios da missão episcopal, de definição de diretrizes, de elaboração de documentos, de eleições. Entre as Assembleias Gerais reúne-se o Conselho Permanente que é composto por membros eleitos pelos 18 regionais da CNBB. E para dirigi-la é eleita uma presidência composta por um presidente, dois vice-presidentes e um secretário geral. Somam-se à presidência os doze presidentes das Comissões Episcopais Pastorais. Todas estas funções exigem dois terços de votos dos votantes para expressar que tem um grande apoio para a realização do serviço confiado. Nenhuma das presidências é remunerada, mas é mais um serviço que se soma aos que cada um já tem.

As comissões permanentes são as seguintes: Comissão pastoral episcopal para os ministérios ordenados e a vida consagrada; Comissão episcopal pastoral para a ação para o laicato; Comissão episcopal pastoral para a ação missionária e cooperação intereclesial; comissão episcopal pastoral para a animação bíblico-catequética; comissão episcopal pastoral para a doutrina da fé; Comissão episcopal pastoral para a liturgia; Comissão episcopal para o ecumenismo e o diálogo inter-religioso; Comissão episcopal para a ação sócio-transformadora; Comissão episcopal pastoral para a cultura e a educação; Comissão episcopal pastoral para a vida e a família; Comissão episcopal pastoral para a juventude e Comissão episcopal pastoral para a comunicação. Cada comissão tem a sua tarefa própria, porém o objetivo principal é subsidiar os bispos e facilitar a convergência da ação evangelizadora oferecendo indicações para planos pastorais em nível nacional, regional e diocesano.

A 57ª Assembleia Geral deste ano teve como tema central a aprovação das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora – DGAE - para o período de 2019-2023. Elas serão convergência da ação da CNBB e são direções para os 18 regionais da CNBB e para as dioceses elaborarem seus planos pastorais. A palavra central das DGAE é evangelizar. Jesus Cristo, depois de cumprir a sua missão, confiou aos discípulos a tarefa de levarem pelo mundo afora o que ele tinha ensinado e vivido. Esta está é a missão principal da Igreja. Cremos que para a geração presente Jesus Cristo deve ser anunciado e depois cada pessoa decida sobre o que ouviu: crer ou não crer, aderir ou não. A liberdade religiosa é um direito fundamental.

A missão evangelizadora é realizada num contexto histórico concreto. Cada época tem as suas alegrias e suas tristezas, suas esperanças e angústias, seus progressos e seus recuos. Jesus Cristo deixou bem claro que não queria que seus seguidores formassem guetos na sociedade, grupos fechados e indiferentes com os acontecimentos próximos e distantes. Não queria que fossem do mundo, isto é, reproduzissem o que é mau, que gerasse morte, mas fossem sal da terra e luz do mundo gerando vida em abundância. Na Assembleia Geral foi emitida uma mensagem que reflete o momento histórico e convida os cristãos católicos e os brasileiros a alimentarem a esperança e serem cidadãos ativos.

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