Vestibular UPF: mutirão permite a inclusão da cultura digital na sociedade

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Uma iniciativa que existe há 14 anos com o objetivo de proporcionar experiências de apropriação tecnológica à comunidade e a divulgação da cultura digital. O “Programa Mutirão pela Inclusão Digital: Transferindo tecnologias e metodologias de inclusão e cultura digital para a sociedade” desenvolve diversas ações que envolvem estudantes, professores e a comunidade de forma geral.   

Conforme o coordenador do projeto, professor Dr. Evandro Luis Viapiana, são desenvolvidas ações relacionadas à programação de computadores para crianças do ensino infantil e fundamental. “Atendemos em média a 90 crianças por ano, por meio de oficinas oferecidas nas escolas parceiras, para um grupo de alunos pré-selecionados; também atendemos a idosos nas escolas de programação de computadores; e ainda há também a Olimpíada de Programação e Robótica para escolas da região, com diversas etapas realizadas durante o ano”, contou.

O programa também realiza o Seminário Nacional de Inclusão Digital (Senid), que abrange estudantes, professores e pesquisadores que têm interesse na cultura digital. Promove, ainda, a coleta digital de resíduos eletrônicos, ofertando também cursos de extensão na temática de cultura digital e palestras na área da tecnologia. “O Mutirão tem papel fundamental no processo de aculturamento digital da sociedade, criando oportunidades de apropriação tecnológica para crianças, adolescentes, professores, alunos, pesquisadores e idosos”, disse Viapiana.

Relação estreita com a comunidade

O projeto promove uma relação estreita entre atividade acadêmica, de pesquisa, de extensão e de pós-graduação, numa perspectiva interdisciplinar. “Ao trabalhar questões que não são tratadas nas escolas na área de informática educativa, o programa contempla as diretrizes de extensão ao apontar que o seu caráter educativo pressupõe a sua vinculação com o conhecimento adquirido pelo estudante e sua aplicação nas situações cotidianas, estabelecendo uma ampla integração com os órgãos públicos e setores da sociedade civil, sem a pretensão de substituí-los naquilo que lhes é inerente”, comentou o coordenador.

Integram o programa os projetos de extensão Berçário de Hackers, Escola de Hackers e Olimpíada de Robótica Educativa Livre.  A acadêmica do curso de Pedagogia Emanuela Schimitt participou durante dois anos do projeto Berçário de Hackers. “O projeto agregou muito na minha caminhada profissional, porque a utilização do meio da programação computacional para as crianças é um tema que não é tão debatido na Pedagogia. Com o projeto, pude ter outra visão sobre como utilizar a informática, o meio digital nas aulas e como isso pode auxiliar no desenvolvimento cognitivo das crianças. Também acho muito legal o projeto não ficar só dentro da UPF, envolvendo toda a comunidade”, destacou a estudante.

Vestibular de Inverno

A possibilidade de integrar um projeto de extensão pode ser vivenciada pelos alunos da graduação. Nessa perspectiva, a UPF está com inscrições abertas para o seu Vestibular de Inverno 2019. Porta de entrada da Universidade, o processo seletivo inscreve para ingresso em diferentes cursos de graduação naquela que é reconhecida como a maior instituição de ensino superior do norte do estado. Nesta edição, são 23 cursos disponíveis, nas seguintes áreas do conhecimento: licenciatura, saúde, comunicação, ciências sociais e aplicadas, engenharia, arquitetura e exatas. As inscrições devem ser feitas via internet, pelo site vestibular.upf.br, no período de 2 de maio até 4 de junho. A prova será no dia 8 de junho.

 

Foto: Divulgação 

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