Manifestação contra medidas do governo Bolsonaro se estendeu até a noite de quarta-feira

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A reportagem da Rádio Planalto News FM 92.1 acompanhou os protestos.

Os professores realizaram uma manifestação nessa quarta-feira, 15, dentro da chamada Greve Nacional da Educação. A mobilização também protesta contra a proposta de Reforma da Previdência.

Segundo a direção do CMP Sindicato, dentre as pautas do movimento,os trabalhadores da educação destacam os sucessivos cortes nas políticas educacionais (ensino superior e educação básica) e a ameaça de acabar com a vinculação constitucional que assegura recursos para a educação (Fundeb e outras políticas).

Conforme nota da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação a pauta de reivindicações também inclui o fim do patrulhamento ideológico nas universidades, da ofensiva Lei da Mordaça e de uma série de políticas que impõem retrocessos civilizatórios. O Sindicato dos Professores Municipais de Passo Fundo convocou os docentes da rede municipal a participarem deste dia nacional de mobilização. De acordo com o dirigente da entidade Tiago Machado a Reforma Previdenciária pune duplamente a categoria do magistério.

“Na medida em que aumenta substancialmente o tempo de serviço a reforma, da forma que está, diminui de forma significativa o valor das aposentadorias. Soma-se a isso, os cortes da educação pública, que inviabilização a qualidade da prestação deste serviço. Neste sentido a categoria se mobilizou para demostrar seu descontentamento com tal situação,” explica o professor.

Em Passo Fundo, as atividades se estenderam até a noite, na Avenida Brasil.

Protestos pelo Brasil

As manifestações tomaram as ruas de mais de 200 cidades dos país, além do Distrito Federal. Durante a quarta-feira, universidades e escolas também fizeram paralisações após a convocação de entidades ligadas a sindicatos, movimentos sociais e estudantis e partidos políticos.

A mobilização nacional ocorreu em reação ao bloqueio, realizado pelo Ministério da Educação (MEC), em fim de abril, de parte do orçamento das 63 universidades e dos 38 institutos federais de ensino superior. De acordo com o governo, o contingenciamento envolveu gastos não obrigatórios, como água, luz, terceirizados, obras, equipamentos e realização de pesquisas, por exemplo.

Despesas obrigatórias, como assistência estudantil e pagamento de salários e aposentadorias, não foram afetadas, até o momento. No total, considerando todas as universidades, o corte é de R$ 1,7 bilhão, o que representa 24,84% dos gastos não obrigatórios (chamados de discricionários) e 3,43% do orçamento total das instituições.















(Fotos: Bruno Reinehr / Rádio Planalto News e Falcon Informática e Segurança VIP)

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