Investir em educação é investir no futuro

Postado por: Ari Antônio dos Reis

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Foi significativa a presença dos estudantes nas ruas no dia 15 de maio passado chamando atenção para a intervenção do Governo Federal na política educacional. Esta vai além dos cortes orçamentários também chamados de contingenciamento de verbas.

A situação educacional no Brasil causa preocupação pelo pouco investimento, preparo técnico dos professores e condições de ensino em sala de aula. O governo em exercício, através do ministro anterior e do atual, tem se primado mais por criar polêmicas inúteis do que apresentar um plano de trabalho que realmente implique na superação das dificuldades nos diferentes níveis da formação dos estudantes.

Em um contexto de crise financeira há de se ter a paciência de pensar a médio e a longo prazo e ter a coragem de investir de forma decisiva na educação. É uma opção política de grande valor que terá consequências no futuro. Alguns países fizeram esta experiência e tiveram bons resultados. O que fazer?

Em nível de ensino fundamental e médio, investir na formação humana e técnica dos estudantes superando a dicotomia de que uma área dispensaria a outra. O estudante de ensino médio, junto com um preparo técnico, segundo as suas aptidões, também precisa ser formado como cidadão e pensador. Não tenhamos medo de formar pensadores.

Em nível de ensino superior o desafio é superar o gargalo quanto ao acesso à Universidade, ainda muito baixo no Brasil. Segundo artigo de Mozart Neves publicado na Revista “Isto é”, em abril de 2018, o percentual de jovens com acesso ao ensino superior é de 18 para 100 jovens, na faixa etária dos 18 a 24 anos. Apesar o crescimento nos últimos anos o número é bem inferior aos verificados em países vizinhos, como Argentina, Chile e Uruguai.

Estamos falhando quanto ao preparo dos jovens para uma atuação qualificada no mercado de trabalho e também quanto ao desenvolvimento de vocações à pesquisa científica, o que seria muito útil no Brasil. Cortar o investimento em pesquisa é abortar a possibilidade das nossas universidades contribuírem na solução de problemas crônicos da realidade brasileira: na área da saúde, alimentação, mobilidade, moradia, fundamentais na sobrevivência humana.

Investir na educação básica e no ensino superior é investir no futuro do país. Muitos pais, conscientes e preocupados com futuro dos filhos investem na educação. Dizem que é a única herança que podem deixar. O mesmo princípio vale para o Brasil. Se queremos um bom futuro, preparemos os jovens para ajudá-lo a construí-lo.  

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