Infectologista fala na Planalto News sobre mortes por intoxicação de monóxido de carbono

Compartilhe
Foto: Arquivo Pessoal   Foto: Arquivo Pessoal 

Patric Cavalcanti conversou durante o programa Comando Popular desta terça-feira (28) com o infectologista dr. Julio Stobbe sobre casos de intoxicação por monóxido de carbono.

O médico explicou que o monóxido de carbono, altamente tóxico, trata-se do resultado da combustão, ou seja, da queima de derivados do petróleo, como gás de cozinha, óleo diesel, gasolina, etc.

“Um exemplo típico citado nos livros de bioquímica é de uma família dos Estados Unidos que comprou um ‘barco-casa’ que tinha uma piscina. Eles estavam andando com este ‘barco casa’, em um dia frio, tinha um aquecedor e as crianças foram nadar na piscina, e quando eles –os pais – perceberam, as crianças estavam mortas, mesmo estando em um ambiente aberto.’’ contou Stobbe.

Neste caso, houve a liberação da combustão em cima da piscina, o que provocou a intoxicação.

Uma vez inalado, o gás é rapidamente absorvido pelos pulmões. A hemoglobina transporta oxigênio do sangue para todo o corpo. O CO liga-se à hemoglobina e toma o lugar do oxigênio. Portanto, há falta de oxigênio que o tecido precisa para se manter vivo. O tecido cerebral tem um risco muito alto.

Como o gás não tem cor ou odor, não será capaz de detectar sua presença. 

As sugestões a seguir podem reduzir seu risco de exposição:

- Entre em contato com um especialista para verificar a chaminé a cada ano. Os detritos podem obstruir a ventilação e causar o acúmulo de monóxido de carbono.

- Antes do início da estação fria, contrate um profissional para verificar se seus aparelhos a gás e querosene estão funcionando corretamente.

- Certifique-se de que todos os aparelhos de combustão de gás tenham ventilação para o exterior através de tubos que não possuam furos.

- Não use o fogão a gás ou forno para aquecer sua casa.

- Não use uma churrasqueira, fogão de acampamento ou outro aquecedor de querosene dentro de sua casa ou tenda.

- Não use geradores ou outros aparelhos que utilizem gasolina em espaços fechados.

- Só compre e use equipamentos que mostrem o selo da American Gas Association (AGA) ou Laboratórios Autorizados.

- Não deixe todo o trabalho para o detector de monóxido de carbono. Use-o apenas como backup, além de outras medidas preventivas. Siga as instruções do fabricante para instalação e manutenção.

- Peça ao seu mecânico para verificar o sistema de ventilação do seu carro anualmente.

- Não acenda o carro dentro da garagem, especialmente se for um espaço fechado. Aqueça o carro e tire-o.

- Não deixe abertas as portas que conectam sua casa com a garagem quando o carro está ligado.

Recentemente, uma família de turistas brasileiros morreu no Chile, todos, vítimas de intoxicação resultante da combustão ocorrida em aquecedores de água.

Antes de morrer, uma das vítimas enviou mensagens de áudio do apartamento onde ela, o marido, os dois filhos, o irmão e a cunhada estavam em Santiago, mensagens que mostram não só a evolução dos sintomas da intoxicação por inalação de monóxido de carbono, mas que a família pensava ter contraído um vírus durante a viagem.

Sintomas iguais aos de uma virose:

Sem cheiro, gosto ou cor, os sintomas iniciais de intoxicação por monóxido de carbono, que segundo a polícia chilena pode ter matado a família brasileira, podem ser confundidos com uma virose.

- Náusea e vômito dor de cabeça e no corpo

- Confusão mental / sonolência

Efeitos similares no corpo são observados também após contaminação por gás de cozinha (o butano) - mais comum no Brasil.

Ouça o áudio da entrevista:

  • Monóxido de Carbono | Casos de intoxicação

Leia Também Escola HC anuncia inscrições permanentes para novas turmas Hospital São Vicente comemora 101 anos com nova logomarca Médica esclarece sobre período de jejum antes da doação de sangue Pediatras pedem fim da exigência do Teste da Linguinha