A arte de amenizar decepções e desilusões

Postado por: Clovis Oliboni Alves

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Em nosso dia a dia são comuns às vezes, que sofremos algum tipo de decepção, ou desilusão, com pessoas de nosso convívio. A convivência com amigos, colegas de trabalho, familiares e relações passionais, sofrem desgastes naturais com o passar do tempo. Com raras exceções, relações humanas tendem a se desgastar. As pessoas de um modo geral tendem a “idealizar” nas outras, aquilo que elas acham ser um comportamento ideal, conforme seus conceitos e valores de vida. Diante deste habitual comportamento, a tendência é de que venhamos a ter “frustrações” com aqueles que amamos, ou simplesmente convivemos, nos levando a um afastamento e isolamento social desnecessário. O dano psicológico de uma frustração pode ser extremamente nocivo para a saúde mental de uma pessoa. A mensuração de um dano irá depender do grau de envolvimento e confiança entre as partes envolvidas.  

Ao longo de nossa vida, realizamos inúmeros círculos de convivência entre: familiares, colegas de aula, amigos de um modo geral, colegas de trabalho... Nossas relações sociais são inúmeras e as chances de termos problemas de relacionamento com estas pessoas são grande. Conviver com pessoas que pensam e agem conforme os seus conceitos e valores é relativamente fácil, porém, na vida real isso é bem diferente. Até mesmo em grupos familiares, que teriam tudo para serem “eternamente” unidos, as coisas são bem diferente. Por incrível que pareça, são nas relações familiares que aparecem as maiores incidências de conflitos nas relações. Os motivos são inúmeros, porém, algo que geralmente desperta os conflitos são as questões financeiras (divisão de herança e de bens materiais). As relações de trabalho também aparecem como grandes “vilãs” para desgastarem as relações, sendo que algumas empresas implantam programas de reconciliação e reconstituição de laços afetivos, com o intuito de melhorar o ambiente de trabalho. Uma das frustrações mais traumáticas dos relacionamentos, diz respeito às relações passionais, que muitas vezes causam danos irreversíveis às partes.

O grande segredo para que você possa encarar as frustrações de uma maneira mais natural é você não criar grandes expectativas nas pessoas. Se você estiver consciente de que as pessoas são seres humanos normais, com suas vaidades, princípios, valores e falhas naturais, inerentes a todos nós, provavelmente você não terá frustrações com a mesma intensidade. O tamanho da nossa frustração ou decepção vai depender do grau de valoração pessoal que nós daremos ao fato, levando-se em consideração também, a nossa afetividade com a parte envolvida. Além da técnica de não se criar expectativas aos nossos afins. Em regra, a gente só se frustra com quem a gente se importa. O ser humano passa por um processo natural de isolamento social com o passar dos anos. De um modo geral, quando chegamos à velhice, nos vemos com poucos e raros amigos e muitas vezes acabamos sozinhos. O exercício da tolerância pode ser uma excelente dica para você apreender a preservar os amigos e as pessoas a sua volta. Pessoas intolerantes, impacientes e hostis, tendem a afastar as pessoas de seu convívio.

Vivemos em uma sociedade plural, com múltiplas facetas ideológicas na política, na cultura, religião, opção sexual, condição social e assim por diante... A tolerância é a palavra de ordem! Precisamos exercitar a empatia, o amor ao próximo, o perdão e o respeito a quem por algum motivo tenha um pensamento divergente ao meu. O senso de justiça mais sábio que se pode viver hoje é tratar de maneira desigual os desiguais. Ter a consciência de que a sua verdade não é absoluta é o primeiro passo. Reflita, exercite seu senso de justiça, perdoe, tolere e faça um esforço para melhorar o seu convívio social, afinal de contas, quem sairá ganhando será você.

 “Aquele que é incapaz de perdoar é incapaz de amar”. Martin Luther King 

 

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