Caso Neymar: Polícia registra BO contra Najila alegando crime de difamação

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Foto: Reprodução/TV Record   Foto: Reprodução/TV Record 

A Polícia Civil de São Paulo registrou um boletim de ocorrência contra a modelo Najila Trindade Mendes de Souza, de 26 anos, que acusa o atacante Neymar de estupro. De acordo com o BO, Najila cometeu crime de difamação, ao dar entrevista para o jornalista Roberto Cabrini, do Programa Conexão Repórter, do SBT, ao levantar dúvidas sobre a idoneidade da Polícia em conduzir o inquérito.

O delegado titular da Equipe de Intervenção Estratégica da 6ª Delegacia Seccional de Polícia de Santo Amaro, Fernando Bessa. que assina o B.O., entendeu que o teor das declarações da modelo – quando questionada sobre as digitais colhidas na porta do apartamento dela depois de um suposto assalto ao imóvel – maculou a honra da Polícia Civil como instituição e dos policiais do Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt (IIRGD), destacados para o local.

De acordo com o boletim de ocorrência, um ofício deve encaminhado ao Instituto para solicitar o comparecimento dos policiais responsáveis pela coleta da prova material no apartamento da modelo para que prestem declarações sobre o ocorrido.

Os policiais ainda não foram informados sobre como o inquérito vai ser conduzido, além das possíveis datas dos depoimentos de testemunhas e da própria modelo, que figura na condição de investigada.

Repercussão

A presidente do Sindpesp (Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo), Raquel Kobashi Gallinati, enfatizou que uma pessoa descontente com o resultado de um inquérito investigações não pode tentar intimidar ou suspeitar da imparcialidade da instituição apenas por se sentir insatisfeita com o andamento das investigações.

“É inadmissível aceitar ofensas levianas. A polícia não pode ficar à mercê de afirmações intimidatórias que querem colocar suas investigações em xeque. Nós trabalhamos para descobrir a verdade dos fatos e não em favor da defesa ou da acusação. Não aceitaremos ingerências na condução das nossas atividades. A imparcialidade da investigação é a essência da atividade de Polícia Judiciária”, frisou a delegada.

A delegada Raquel Kobashi Gallinati afirmou que a 7ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de São Paulo já entendeu – em casos anteriores – que é possível uma pessoa jurídica (Polícia Civil) ser vítima de um crime de difamação.

*R7

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