Granja modelo

Postado por: Adalíbio Barth

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O cônego Bento era uma pessoa alegre, dedicada aos alunos do colégio e à granja do seminário, no tempo que lhe sobrava.

Essa sempre tinha uma produção acima da média das granjas da região. Mesmo sendo padre, com a missão de formar alunos seminaristas, e ajudar na comunidade paroquial de Tapera, ele se dedicava à criação e à plantação. Não é necessário dizer de sua competência nesse campo, pois os resultados de seu trabalho podiam ser medidos, com facilidade, na boa colheita anual.

Tudo isso causava inveja aos granjeiros da região, que se julgavam mais competentes do que um simples padre do seminário. Às vezes, era até provocado ironicamente, mas ele sabia permanecer calado, na hora certa. 

Havia, por parte da Cooperativa Agrícola, muitos incentivos à agricultura. Eram promoções diversas, visando o aumento da produtividade. Cônego Bento participava de tudo. Não faltava às assembleias dos sócios e se deixava aconselhar por técnicos competentes.

Numa dessas assembleias, cônego Bento foi distinguido com o reconhecimento de “Granja Modelo” do município. Ora, isso somente causaria mais inveja por parte de quem não podia entender essa concorrência.

Depois de expostos todos os motivos da escolha, ressaltando a adubação correta, com a análise do solo, a rotação das culturas, o uso do calcário, as curvas de nível, um gaiato, pensando ter descoberto a verdadeira causa de todo esse sucesso, e que não fora listada no documento oficial, assim interveio: “Para mim, a causa deste título, é que ele tem sociedade com Deus.”

Ao que o cônego Bento, sabendo que Deus confiou ao homem a transformação deste mundo, numa observação que deixou a todos pensativos, respondeu prontamente: “Vocês deveriam ter visto a lavoura antes, quando era só dele!”

Deus deixou a terra para ser cultivada pelas mãos dos humanos. Não terminou a criação. Deseja que todos cultivem a terra para o sustento e faça produzir alimentos para todos. Muitos, todavia, em vez de aperfeiçoarem a criação, louvando a Deus, deixam-na improdutiva. Utilizam-na para negócios, explorando o presente que Deus deu a todos.

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