O despertar da consciência

Postado por: Adalíbio Barth

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Muito se divertia o cônego Bento com os apuros em que se encontrou um paroquiano seu, por ocasião de uma celebração de missa no interior. Nos almoços em que participara na casa dele, sempre jurava estar servindo “vinho puro”. E assim foi.

Certa vez, todavia, ao chegar a uma celebração da missa na comunidade, por um descuido desses que acontece raramente, cônego Bento se esqueceu do vinho de missa.

- Não tem problema! É só ir à casa do “Bepi”, que ele fornece vinho puro para a missa - recomendou ao sacristão, pronto para resolver a situação.

Enquanto alguns se dirigiram à casa dele, o celebrante ficou esperando, conversando com algumas pessoas, e assim o tempo foi passando. Daí a pouco, alguém chamou:

- Cônego Bento, tem gente que quer falar com o senhor em particular! - veio avisar-lhe uma paroquiana, preocupada com o “Bepi”, que viera junto com os que foram buscar o vinho, esperando aflito num canto.

Mais tarde, o cochicho particular, que não era nenhum segredo de confissão, foi revelado.

- “Com Deus não se brinca! O vinho já foi batizado”! - confidenciara-lhe “Bepi”, preocupado que rezassem missa com seu “vinho puro” adulterado.

Dessa vez a consciência funcionou. Mas quantos há que vendem peças de automóveis ou de máquinas, já com defeito ou sem qualidade! Facilmente estragam e provocam acidentes, causando danos morais e humanos. Nem sempre se consegue comprovar, mas as suspeitas continuam. A honestidade deve ser uma questão de honra para as pessoas, pois ela dignifica e forma gerações virtuosas.

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