Milho para fazer etanol

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A INTL FCStone realizou um jantar ontem em Passo Fundo, reunindo produtores rurais e lideranças do agronegócio. Na oportunidade o analista João Paulo Botelho falou sobre um novo e promissor mercado que está surgindo no Brasil, o etanol a partir do milho. Estados do centro oeste já tem oito usinas operando e há mais 11 em andamento. Em torno de 2,3 milhões de toneladas por ano estão sendo utilizadas para a fabricação de etanol. O setor, no entanto, cresce 79% ao ano. A expectativa é de que dentro de poucos anos pelo menos 16% da produção que está chegando ao redor de 100 milhões de toneladas, sejam usadas nessa nova indústria. 

Botelho, não descarta a possibilidade de indústrias se instalarem também no Rio Grande do Sul. O Paraná já tem uma. Certo é que vai valorizar o produto no sul do Brasil na medida em que parte do cereal produzido em grande quantidade no centro oeste permaneça nas fábricas. Explicou ainda que o DDG, um subproduto extraído do milho nas usinas tem grande valorização na indústria de ração. 
Lorenzo Mattioni e Kênia Meneguzzi, da Biotrigo, falaram sobre o mercado do trigo. A Biotrigo já está com 84% do share de trigo do Brasil, 50% do Paraguai, 19% da Argentina que é referência no setor e 18% do Uruguai. 
Conforme Mattioni, existem dois mercados importantes para o trigo, que é o mercado interno que compra o ano todo e 70% dos moinhos estão no sul do Brasil, o segundo, é a exportação. A exportação, porém, enfrenta problema de preço, a cotação no porto é sempre menor de que o preço pago pelos moinhos. O palestrante falou ainda de um mercado novo que é o trigo para a ração, necessitando de estrutura para armazenamento. A valorização maior do trigo é em julho e agosto. Nesse período, nenhum país ao redor do Brasil, tem colheita. 
Por fim, o consultor em gerenciamento de riscos da FCStone, Roberto Sandoli, falou sobre uma nova ferramenta disponibilizada pela Argentina para a comercialização do trigo no mercado futuro. O produtor brasileiro pode usar essa operação. Para Sandoli, a negociação futura oferece previsibilidade ao produtor para até os próximos 18 meses.



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