Ministério Público garante que Mauricio Dal Agnol vai voltar para a cadeia

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Foto; Arquivo Rádio Planalto News   Foto; Arquivo Rádio Planalto News 

Nessa quinta-feira, 19, o promotor Diego Mendes de Lima, recebeu, no Ministério Público, a imprensa de Passo Fundo, para atualizar sobre o caso de Maurício Dal Agnol.

A Operação Carmelina, em 2014, investigou um golpe que lesou milhares de acionistas da antiga CRT, clientes do escritório de advocacia de Maurício Dal Agnol. O advogado realizava uma proposta a clientes para que entrassem com uma ação judicial contra empresas de telefonia.

Mauricio Dal Agnol é suspeito de lesar diversos clientes e lucrar milhões indevidamente

Ele chegou a ter o nome incluído na lista de procurados da Interpol. Em junho de 2014, o advogado retornou ao Brasil e apresentou-se à Justiça em Passo Fundo, após ter o pedido de prisão preventiva suspenso no mês de maio.

No início, a estimativa era a de que mais de 30 mil pessoas tivessem sido lesadas, mas esse número, hoje, é inferior a mil.

O advogado chegou a ser preso, mas, nos dias atuais, responde em liberdade.

Dal Agnol possui a oportunidade de defesa, por isso, desse modo, o advogado indica novas testemunhas, “enrolando nós”, destacou o promotor.

Segundo o promotor, nos interrogatórios, Dal Agnol se diz inocente, informando que não deve nada às vítimas.

Ainda na coletiva, o promotor foi questionado sobre o patrimônio do advogado. Segundo ele, existem duas discussões no caso; uma na esfera cível e outra na criminal. Na primeira, as vítimas pretendem a reparação de danos e na segunda, saber se ele sera condenado a uma pena de prisão ou não.

Como a postura dele tem sido de postergar o andamento na esfera criminal, nós começamos a nos questionar qual motivo poderia levar ele a isso”, disse o promotor à imprensa.

Foi pedido à 3ª Vara Criminal de Passo Fundo para que seja remetido para a esfera cível todo o patrimônio que está retido na esfera criminal, para que o pagamento das vítimas seja prioridade.

Maurício Dal Agnol foi excluído da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Estado. Além disso, Dal Agnol foi condenado por posse ilegal de armas de fogo de uso restrito a uma pena de oito anos e dois meses de prisão.
Créditos: Bruno Reinehr, repórter policial  

Acompanhe a entrevista coletiva no Ministério Público:

  • ENTREVISTA

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