O nome da gente

Postado por: Adalíbio Barth

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As escolas costumam fazer promoções para os alunos, através de palestras, trazendo conferencistas sobre diversos temas, como drogas, saúde, métodos de aprendizagem. O grupo de alunos, geralmente, desconhece o palestrante. Convencionou-se por isso colocar o nome do conferencista no quadro negro, junto com o tradicional “Boas-Vindas”. Assim, todos são identificados de imediato e ninguém recebe apelido.

Um animador vocacional convidado a palestrar aos alunos de uma escola, ao iniciar o seu trabalho, não tendo colocado seu nome no quadro, foi logo perguntando:

- Vocês sabem quem eu sou?

- Sim! - respondeu um menino vivaz, pronto para acertar todas as respostas.

- Então, quem sou eu? - continuou perguntando.

- O palhaço do circo! - completou logo o alegre pirralho irrequieto.

Enquanto o palestrante desmentia o garoto e insistia no engano, no meio da gargalhada geral, o salão inteiro continuava a vibrar num coro só:

- Palhaço! Palhaço! Palhaço!

A palestra terminou por ali mesmo. Só depois o palestrante ficou sabendo que havia um circo na cidade, e que a fisionomia do palhaço se parecia com a dele.

O nome da pessoa é a palavra mais sonora que o ouvido capta. Tratar alguém pelo nome estabelece um relacionamento incomparável. Chamar a alguém por apelido desqualifica o interlocutor e desqualifica a relação afetuosa, permanecendo apenas no exterior. Quem deseja captar a alma de alguém, precisa tratar seu semelhante com o máximo de respeito: o nome pessoal.

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