Em tempo de liberação do FGTS, a dica é fazer a melhor utilização do dinheiro

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A Caixa Econômica Federal publicou no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira, 8, a Circular 869 que estabelece os procedimentos e cronograma para saques no valor de até R$ 500,00 de cada conta ativa e inativa do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). 

A oportunidade de sacar uma parte do FGTS é uma opção dos trabalhadores. Porém, é importante ficar atento de que não será possível retirar o saldo total caso haja uma demissão sem justa causa, mas recebe a multa de 40% do fundo de garantia, já que esta regra não muda. 

Para trazer orientações sobre como utilizar o recurso da melhor forma, o professor Vanderlei Carbulin, coordenador do curso de Ciências Contábeis da Anhanguera de Passo Fundo esteve na Rádio Planalto News (92.1), concedendo entrevista para o comunicador Luiz Carlos Carvalho.

Segundo Carbulin,  o primeiro ponto é tomar cuidado para não usar em compras supérfluas e sem planejamento. A verba extra pode ser propícia para começar um projeto que já se tinha em mente, e que pode envolver investimento financeiro. Para colocá-lo em prática, é de extrema importância se planejar financeiramente, especialmente se o desejo é colocar as contas em dia. 

Lembra o professor que é importante se organizar. Após definir seu objetivo de como utilizar o recurso extra, é necessário ter um controle bem minucioso de todos os seus gastos e ganhos. Uma dica é elaborar uma planilha, onde você vai listar todos os seus custos fixos (aluguel, condomínio, mensalidade escolar, entre outros) e projetar o quanto vai gastar no mês com os custos variáveis, tais como: alimentação, passeios, cinema, shows. Defina um teto para estes gastos e tente não ultrapassar.

 

Quando se coloca os dados em uma planilha, com os valores de seu salário e a projeção das despesas no mês, você consegue visualizar seu panorama financeiro para aquele período e o impacto que terá ao final dele. Isto te ajudará a enxergar onde está gastando muito e onde deverá economizar. Crie também um controle de tudo aquilo que consumir, assim poderá fazer um comparativo entre o que você projetou e o que realmente gastou.

Lembrou o entrevistado que é importante reduzir os gastos supérfluos. Para tanto, é preciso analisar se determinado consumo realmente é necessário. Em tempos de crise, redução de custos é prioridade. Contudo, um planejamento financeiro não é feito apenas para se pagar contas. É preciso também se organizar para poupar e investir. Especialistas do setor financeiro indicam que pelo menos 10% de sua renda mensal deve ser destinada para investimentos, mas isto pode variar de acordo com a disponibilidade de cada pessoa. As opções para investir são muitas, entre elas: poupança, títulos de capitalização, consórcios, CDBs, entre outras diversas opções, destacou o coordenador do curso de Ciências Contábeis da Anhanguera.


ACOMPANHE A ENTREVISTA NO PROGRAMA THE TARDE, DA RÁDIO PLANALTO NEWS

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