De repente, pega uma vocação?

Postado por: Adalíbio Barth

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Fui chamado para atender ao telefone do seminário, onde eu trabalhava. Do outro lado da linha uma senhora, ansiada por resolver um problema. Depois das conversinhas de praxe, sobre saúde, se está tudo bem, sobre o tempo, pediu uma informação sobre o sistema de funcionamento da vida do seminário:

- Vocês ainda aceitam meninos para internar no seminário?

- Por que a senhora pergunta sobre isso? – indaguei-lhe para obter maiores dados sobre a informação desejada.

- Eu queria internar meu menino no seminário e queria ver se ainda há vaga - respondeu-me prontamente.

- Acontece o seguinte, senhora – expliquei-lhe com todo carinho que a situação exigia. - Antigamente existiam internatos que aceitavam, mas hoje, os seminários só aceitam alunos que desejam serem padres. Se for somente para estudar e oferecer um lugar de mais disciplina, então, não vai ser possível.

- Então aceitam somente os meninos que desejam serem padres?

- Sim. É isso mesmo.

- Mas se o senhor matriculasse o meu menino no seminário, de repente ele pega uma vocação! – afirmou-me categoricamente ao telefone.

Ante a ausência de conhecimento da vida do seminário e de seu sistema de formação, tratei imediatamente de despedir-me da interlocutora, triste pela falta de conhecimento sobre as instituições da Igreja.

O seminário é uma casa de formação de padres para a Igreja. Muitos ingressam, mas poucos se formam. Em outros tempos, havia muitas Congregações Religiosas, que mantinham o internato, tanto para meninos quanto para meninas, com a intenção de formar bons cristãos para a Igreja e bons profissionais para a sociedade.

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