Sobre cuidado para com as famílias!

Postado por: Ari Antônio dos Reis

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 Estamos vivendo a Semana Nacional da Família em comunhão com proposição da Igreja para todas as comunidades brasileiras.  Cabe lembrar que, seja qual for a sua configuração, a família exige da Igreja e da sociedade o cuidado, o carinho e o respeito. Na vida familiar está a base da segurança afetiva e da sobrevivência física para cada ser humano. A ligação familiar, longe de ser uma amarra para o indivíduo, é a possibilidade dada para desenvolver todas as suas potencialidades a partir de um “porto seguro” existencial.

Neste sentido é muito importante que não só a Igreja, mas também as outras instituições da sociedade, olhem com carinho e consideração para as famílias. A família fragilizada gera uma sociedade fragilizada. O Papa Francisco afirma que o enfraquecimento das famílias prejudica o amadurecimento das pessoas, o cultivo dos valores comunitários e o desenvolvimento ético das cidades e das aldeias (AL 52).  

A Igreja tem proposto a cada ano a reflexão e oração pelas famílias. Estas propostas se voltam ao fortalecimento dos laços familiares através do cultivo da espiritualidade familiar que se faz diferenciada em cada lar, contudo, é extremamente importante para cada membro e para cada família. Em 1916 o Papa Francisco lançou a Exortação Pós Sinodal Amores Laetitia, sobre o amor na família.

A exortação foi embasada nas reflexões do Sínodo sobre a Família, ocorrido em outubro de 2015, na cidade de Roma. Significa o compromisso da Igreja com o cuidado e valorização das famílias. Em cada família está a possibilidade da acolhida, cuidado e proteção da vida, dom de Deus (Cf. AL 324). Diante das situações diferenciadas de estrutura familiar o documento sugere enfrentar todas elas de forma construtiva, procurando transformá-las em oportunidades de caminho para a plenitude do matrimônio e da família à luz do evangelho (AL 294).

O compromisso eclesial e social se completa com o compromisso do Estado. Este, enquanto instituição voltada para o bem comum, deve se esmerar em construir políticas públicas voltadas para a segurança da vida familiar. A preservação da família passa pela garantia da sua sobrevivência física, existencial e espiritual.   Este compromisso extrapola as cores partidárias.

Pe Ari Antônio dos Reis

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