Dia de Combate ao Fumo: é possível vencer o vício?

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Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabagismo é a principal causa de morte evitável em todo o mundo. No Brasil, 428 pessoas morrem por dia por causa da dependência à nicotina. Para marcar o dia Nacional de Combate ao Fumo, lembrado nesta quinta-feira, 29, os residentes da Residência Multiprofissional Integrada em Atenção ao Câncer e Saúde do Idoso, desenvolvida pelo Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) de Passo Fundo em parceria com a Universidade de Passo Fundo (UPF) e Prefeitura Municipal, alertam sobre os efeitos nocivos do uso do tabaco para a saúde.

O início do hábito de fumar, especialmente o cigarro, pode-se dar por inúmeros fatores e, parar de usá-lo torna-se muito difícil para a maioria das pessoas. Durante o processo, há a dependência física e psicológica que a nicotina causa no organismo. Além disso, a influência que o meio pode exercer é outro fator determinante, como o convívio com outros fumantes, facilidade da compra e falta de apoio para seguir o processo de cessação tabágica.

Porém, é necessário ficar atento. Conforme explicam os residentes de Nutrição, Enfermagem, Farmácia, Psicologia, Fonoaudiologia e Fisioterapia, dentre os principais riscos causados pelo tabagismo, encontra-se o câncer de cabeça e pescoço, principalmente de boca, língua e pulmão. Contudo, é fator de risco também para os demais tipos de câncer, bem como, para desenvolvimento de doenças pulmonares e doenças cardiovasculares. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), estima-se que 156.216 mortes anuais poderiam ser evitadas.

"Procurar auxílio para as dificuldades que podem surgir no processo"

O município já conta com ações de assistência destinadas aos fumantes que querem deixar o vício de lado. De acordo com os residentes, há os grupos de tabagismo desenvolvidos nas Unidades de Saúde. “Trata-se de um programa onde o paciente pode busca-lo por demanda espontânea ou ser encaminhado por algum profissional da saúde. O tratamento para quem busca os grupos é individualizado, definido após estimar o nível de dependência e consiste no uso de adesivos de nicotina e se necessário, associado a medicamentos ansiolíticos, ambos disponibilizados pelo SUS”. Além disso, os residentes reforçam a importância de buscar apoio nutricional, psicológico e demais áreas para apoiar o processo.

"Os grupos de tabagismo trabalham em seus encontros estratégias para lidar com essas dificuldades que podem surgir, como incentivar a prática de atividade física, mudar a rotina, tentando desvincular hábitos associados ao hábito de fumar", salientam os profissionais, dando outras dicas que como ser utilizadas. “Criar um cofrinho para 'depositar' o dinheiro que seria gasto com a compra da carteira de cigarro com o objetivo de observar a economia que a cessação tabágica pode trazer, é uma sugestão que causa impacto no paciente”.

Tabaco e Saúde Pulmonar

Neste ano, o tema escolhido pela OMS para ser trabalhado internacionalmente é “Tabaco e Saúde Pulmonar”. A campanha tem como objetivo aumentar a conscientização sobre o impacto negativo que o uso do tabaco e a exposição ao fumo passivo exercem sobre a saúde pulmonar, do câncer à doença respiratória crônica e o papel fundamental que os pulmões desempenham na saúde e no bem-estar de todas as pessoas.

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