Biocombustíveis avançados: empresário Erasmo Battistella é recebido pelo presidente do Paraguai

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Em audiência realizada hoje na sede do governo, o presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, recebeu informações sobre os avanços do Projeto Ômega Green. Trata-se da primeira planta de combustíveis renováveis de segunda geração do Hemisfério Sul, que será construída pela holding ECB Group. Diante do presidente do Paraguai, o idealizador do projeto, o empresário brasileiro Erasmo Carlos Battistella, definiu a iniciativa como uma “aliança estratégica com o país”.

O presidente do ECB Group informou a Mario Abdo Benítez que o terreno para a construção da usina já está escolhido e será na cidade de Villeta, a 45 km da capital.

Após o encontro, a ministra da Indústria e Comércio, Liz Cramer, afirmou aos jornalistas presentes que o Ômega Green será “o maior investimento privado, em um só projeto, na história do Paraguai”.

Battistella ainda relatou ao presidente paraguaio que os bancos que farão a estruturação financeira do projeto também já estão escolhidos. Serão dois bancos internacionais com muita experiência no financiamento de projetos de grande envergadura e caráter multinacional, cujos nomes serão anunciados nas próximas semanas.

Além disso, já foram protocolados os pedidos de licença ambiental para o início da construção da usina, que deve ocorrer no primeiro semestre de 2020. A implementação da planta tem duração prevista de 30 meses, e a intenção é ter plena capacidade produtiva a partir de 2022.

Outra importante inovação do Projeto Ômega Green apresentada por Battistella a Benítez refere-se à tecnologia da usina. O ECB Group decidiu por um modo de produção com baixo consumo de eletricidade: dos 300 MW que eram estimados no início do projeto, chegou-se agora a uma previsão de consumo de apenas 40 MW. É uma redução de 85% da energia necessária para o funcionamento da usina.

O complexo Ômega Green está orçado em US$ 800 milhões e, quando ficar pronto, vai produzir diesel renovável (HVO, sigla em inglês para Hydrotreated Vegetable Oil) e querosene renovável (Synthetic Paraffinic Kerosene, ou SPK) para aviação civil e militar.

Em breve, o projeto Ômega Green assinará contratos com as empresas fornecedoras de serviços de engenharia e tecnologia que serão responsáveis pela construção do complexo. Os anúncios dos futuros parceiros devem ocorrer futuramente.

O projeto tem potencial de atração de capitais internacionais e adição ao Produto Interno Bruto (PIB) paraguaio estimada em mais de US$ 8 bilhões ao longo de uma década.

“O projeto Omega Green deu passos importantes nos últimos meses, tanto em aspectos financeiros quanto nos estudos técnicos. Este empreendimento será um marco não só nas energias renováveis, como no desenvolvimento econômico do Paraguai. Mais do que um investimento, estamos promovendo uma aliança com o país”, disse o presidente do ECB Group, Erasmo Battistella.

O complexo industrial vai gerar mais de 3 mil empregos durante sua construção e 2,4 mil empregos diretos e indiretos durante a operação, além do aumento da renda para agricultores locais. Ao todo, serão beneficiadas mais de 10 mil famílias, por meio de programas de certificação social da produção familiar.

O Ômega Green terá capacidade de produção diária de até 20 mil barris de diesel e querosene renováveis, sendo uma das três maiores usinas do tipo no mundo. Esse volume é suficiente para atendimento de mais de um terço do consumo paraguaio de diesel fóssil.

A maior parte dessa produção será voltada à exportação para países signatários do Acordo de Paris, que precisam acelerar a redução das emissões de gases de efeito estufa por meio da substituição dos derivados de petróleo.

 

Referência mundial em sustentabilidade

O projeto Ômega Green será um marco na produção de combustíveis renováveis por adotar um processo limpo e sustentável sem precedentes. A fabricação terá como matéria-prima insumos de origem orgânica e renovável, produzidos em áreas sem passivos ambientais, e será alimentado apenas com energia de fontes renováveis.

“Nosso objetivo é ter a produção mais limpa e renovável possível entre os biocombustíveis avançados, sem comparação no mundo e certificada pelos mais rígidos critérios internacionais de qualidade e sustentabilidade”, afirmou Battistella.

De acordo com o empresário, um dos principais produtores de biocombustíveis no Brasil e atuante no agronegócio e nas energias renováveis há mais de duas décadas, o “Paraguai reúne condições únicas para viabilizar um projeto dessa envergadura”.

 

Sobre o ECB Group

Fundado em 2011, o ECB Group é uma holding do setor de agroenergia comandada pelo empresário Erasmo Carlos Battistella, um dos maiores produtores de biodiesel no Brasil, com 20 anos de atuação no campo e nas energias renováveis, e presidente do Conselho de Administração da Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (APROBIO). O portfólio do ECB Group inclui a RP Energia (investimento e gestão de hidrelétricas e parque eólico); a RP Bio Switzerland (subsidiária internacional do grupo); e a RP Bio, detentora de participação na joint venture BSBIOS, em parceria com a PBIO (Petrobras). Líder do mercado em 2018, a BSBIOS foi a primeira empresa brasileira a exportar biodiesel e mantém relações comerciais com 32 países.


Créditos: Divulgação

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