Setembro Amarelo: professora da Psicologia da Anhanguera destaca a importância de cuidar da saúde mental

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Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada 40 segundos uma pessoa tira a própria vida no mundo. E isso ocorre por diversos fatores, que vão desde problemas mentais, instabilidades psíquicas e emocionais, motivações vindas da Internet e que afetam especialmente os jovens, entre outros. Assim, o suicídio é um dos mais graves problemas de saúde pública, bem como é sua prioridade.

No Brasil, o Ministério da Saúde aprofundou as investigações sobre o tema, e os dados são alarmantes. Segundo última pesquisa, de 2017, o número registrado foi cinco vezes maior do que 2007, saltando de 7.735, para 36.279 notificações. O sudeste foi a região que concentrou quase metade (49%) das notificações.

O enfrentamento de conflitos, desastres, violência, perdas, entre outras questões, estão fortemente associadas ao comportamento suicida. Deve-se atentar também às taxas elevadas de suicídios em grupos vulneráveis e que sofrem discriminação. Diante disso, com o objetivo de prevenir e reduzir estes números, a campanha Setembro Amarelo é tão relevante. A Organização Mundial da Saúde (OMS) tem como meta a redução de 10% dos óbitos por suicídio até 2020.

No programa Conexão Planalto News, da Rádio Planalto News (92.1) neste sábado, 14 de setembro, o comunicador Luiz Carlos Carvalho conversou com a coordenadora do curso de Psicologia da Anhanguera de Passo Fundo. Marine Ascoli de Cezaro afirmou que o suicídio é um acontecimento multifatorial, em sua gênese não é encontrado um único fator capaz de explicá-lo ou de torná-lo mais fácil de ser entendido. O número crescente dos casos de suicídio, principalmente no Brasil, tem, como uma provável explicação, as questões sócio-políticas. Podemos nos considerar uma sociedade adoecida, onde o padrão é o rendimento máximo, a necessidade de ser multitarefas, a correria enlouquecedora em busca de status, de likes, de poder. A vida moderna pode ser descrita como uma metáfora de panela de pressão e o incremento de pressões sociais, políticas, econômicas auxilia fundamentalmente na diminuição da saúde mental da população.

Segundo Marine, não há uma única causa. Transtornos mentais como depressão, bipolaridade, esquizofrenia, uso abusivo de substâncias psicoativas são fatores de risco para o suicídio. No meio clínico sempre se pede atenção para os seguintes sinais que podem estar sendo dados por pessoas em sofrimento: sentimentos fortes de solidão, perda de interesse por atividades que antes traziam prazer, perdas recentes significativas (morte de pessoas importantes, emprego, divórcio...), adotar comportamento de risco (uso abusivo de álcool e drogas...), estado emocional instável (excesso de irritação, agitação, impulsividade) e claro, pensamentos e falas sobre morte.

A coordenadora do curso de Psicologia da Anhanguera lembra que o fundamental na vida é o equilíbrio - equilíbrio entre suas vontades, suas necessidades, suas capacidades. É preciso evite a comparação com as conquistas dos outros e as derrotas dos outros, buscando a cada dia ser uma pessoa melhor. A felicidade não é constante, mas a tristeza também não. É inevitável que devemos passar por períodos muito difíceis, mas eles passam, eles vão embora. É preciso ter esperança, não deixando que os problemas abreviem a vida, buscando equilíbrio, ajuda e construindo uma vida baseada  na individualidade de cada ser, na sua essência.


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