Melanoma: Roberto Leal morre vítima de câncer de pele

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O cantor português Roberto Leal morreu nesse domingo (15), em São Paulo, vítima de um câncer de pele. Por quase cinco décadas, Roberto Leal foi a referência mais popular da música portuguesa no Brasil. Ao longo da carreira, ele vendeu quase 30 milhões de discos. A alegria era a marca do cantor, que nasceu em 1951, no norte de Portugal, e veio para o Brasil no início dos anos de 1970.

Roberto Leal foi internado em um hospital em São Paulo na última terça (10). Ele morreu na madrugada de domingo, aos 67 anos, por problemas no fígado e nos rins. Consequências de um melanoma, um tipo grave de câncer de pele, que ele tratava há mais de dois anos.

Entre os planos de Roberto Leal estava um disco novo. O cantor já tinha inclusive definido as músicas que iriam fazer parte do álbum. Ele pretendia fazer uma homenagem a Carmen Miranda, que como ele, era portuguesa e apaixonada pelo Brasil.

O velório será nesta segunda-feira, 16, das 7h às 14h, aberto ao público, na Casa de Portugal. O endereço é Avenida da Liberdade, 602, no centro da capital paulista.

O enterro será realizado às 15h no Cemitério de Congonhas. O endereço é Rua Ministro Álvaro de Sousa Lima, 101, Vila Sofia, na zona sul da cidade.

Melanoma

O melanoma, que causou a morte do cantor português Roberto Leal , é um tipo de câncer de pele menos comum, mas muito agressivo e que, na maioria dos casos, leva à metástase e depois à morte.

O câncer de pele é o mais comum no Brasil, representando cerca de 30% de todos os casos da doença. O melanoma corresponde a 4% desse total e tem um grande potencial metastático. Apesar da gravidade, a chance de cura é de mais de 90%, em casos de diagnóstico precoce.

O melanoma ocorre quando há um crescimento anormal da células produtoras de melanina (melanócitos) que dão cor à pele.  Pessoas de pele clara, cabelos claros e sardas são mais propensas a desenvolver o câncer de pele. Entre os fatores de risco, está a exposição ao sol sem a devida proteção.

Uma doença silenciosa

"O problema do melanoma é que geralmente é assintomático, o que dificulta o diagnóstico precoce", explica Caio Lamunier, Especialista em melanoma pelo Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP). "Na pele, o câncer geralmente aparece no formato de pintas assimétricas, de bordas irregulares e rápida evolução. O problema é que quando está localizado nos olhos, só poderá ser visto com um exame de fundo de olho feio pelo oftalmologista."

Diagnóstico precoce é crucial para cura

Segundo o profissional especialista, é justamente o caráter silencioso da doença que atrasa seu diagnóstico. Quando o melanoma ocular já está mais avançado é que o paciente percebe sintomas como perda de campo visual e movimento dos olhos diferentes entre si. "O melanoma diagnosticado precocemente tem mais de 90% de cura. Quando se espalha na forma de metástase, a sobrevida do paciente gira em torno de cinco anos."

No caso do melanoma ocular, o tratamento geralmente é cirúrgico. Casos mais avançados podem ser tratados com quimioterapia, imunoterapia, radioterapia e terapia alvo. No entanto, o diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento: "A progressão desse tipo de câncer é considerada rápida. Em três meses pode evoluir para uma metástase", explica Lamunier. 

(Com informações G1 e R7)

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