Passo Fundo terá I Festival Escolar de Cinema

Compartilhe

A Prefeitura de Passo Fundo, através da Secretaria de Cultura, e a Universidade de Passo Fundo (UPF) lançaram o I Festival Escolar de Cinema de Passo Fundo: audiovisuais de curta duração, com o objetivo de unir em uma mostra competitiva as produções anuais feitas nas escolas.

Há mais de dez anos é comum nas escolas de Passo Fundo a produção de curtas-metragens pelos alunos como parte do processo de aprendizado, principalmente em disciplinas relacionadas à literatura. E se, em vez de serem isolados dentro de suas escolas, esses filmes protagonizassem uma saudável mostra competitiva premiando o que de melhor é realizado a cada ano?

Com essa ideia, durante a semana do dia 29 de outubro, sempre à noite e com acesso liberado para o público, o Teatro Municipal Múcio de Castro exibirá curtas desenvolvidos por alunos do ensino médio em atividades realizadas em suas escolas, em uma mostra competitiva que visa incentivar e promover a produção na área cinematográfica e estimular o desenvolvimento e a produção audiovisuais de cunho educativo e cultural.

Para o secretário de Cultura, Henrique Fonseca, o festival é uma consequência natural de uma ação que se desenvolve há anos. “As escolas de Passo Fundo há muito tempo vem valorizando a linguagem do audiovisual como complemento indispensável de reflexão e formação do jovem. O festival, até então interno, passa a uma dimensão maior de profissionalismo, integração, diálogos entre escolas”, destaca.

Coorganizado pela UPF, ao lado da diretora da FAC, a professora Bibiana de Paula Friderichs, o  professor do curso de Jornalismo e coordenador do Projeto de Extensão Ponto de Cinema da UPF, Fábio Rockenbach, aposta no sucesso do formato e, sobretudo, na importância da metodologia.  “Produzir os curtas vai além de ampliar a visão sobre a obra literária. Ao aprenderem sobre o audiovisual, os alunos abrem os olhos para uma linguagem que cerca o dia a dia deles e que eles não estavam acostumados a ver com atenção. É importante também por mostrar que tanto quanto saber ler o texto é importante entender a mensagem da imagem e do som, que afeta eles todos os dias”, ressalta Fábio.

Como participar?
Podem participar do festival todos os filmes produzidos nas escolas até 31 de dezembro de 2018, sem restrições, desde que sua produção tenha ocorrido durante o período escolar e sob orientação de um professor, com tempo mínimo de cinco minutos e máximo de 20 minutos.

As inscrições serão online e devem ser feitas pelos próprios alunos e ex-alunos até o dia 9 de outubro. A ficha de inscrição está disponível no site Prefeitura de Passo Fundo, na seção da Secretaria da Cultura, na aba Concursos Culturais (www.pmpf.rs.gov.br/secretaria.php?c=395). Para participar, os responsáveis pelo curta devem preencher a ficha de inscrição que está disponível no site com as instruções para envio do curta e de outros arquivos.

Nesta primeira edição, serão entregues prêmios para nove categorias: melhor filme, direção, ator, atriz, sonoplastia, direção de arte, fotografia, pôster e roteiro (os dois últimos com inscrição não obrigatória). O júri será formado por professores da UPF e convidados.

A divulgação dos curtas selecionados para serem exibidos será feita no dia 21 de outubro, mas os indicados aos prêmios só serão divulgados após as exibições, no dia 31 de outubro, quando a comissão organizadora irá revelar os cinco indicados em cada categoria. A premiação será entregue em uma cerimônia no dia 1 de novembro, à noite, no Centro de Eventos da UPF.

Escolas abraçam a ideia
Para a responsável pelo Festival de Cinema Integrado UPF, a professora Nara Marley Alessio Rubert, a atividade concede ao aluno um papel ativo na relação com a arte. “É o jovem leitor, estudante do nível médio, que ainda não entrou na vida acadêmica, colocado no papel de sujeito, que não vai apenas receber a adaptação literária para o cinema profissional, mas produzir esse conteúdo”, pondera.

A visão da professora Nara não é isolada: para a professora Vanessa França, do Colégio Tiradentes da Brigada Militar, o uso de uma outra linguagem faz com que os alunos aprofundem também o interesse pelas obras e pelos autores. “Os alunos sentem-se desafiados a colocar na tela a melhor interpretação da leitura feita, tentando transmitir as mesmas emoções por eles vivenciadas. Assim, esmeram-se nos detalhes para fazer dessa transposição fílmica uma experiência única. Às vezes, acontece até mesmo de ficaram muito ligados às obras dos autores trabalhados, buscando conhecê-los mais a fundo, lendo mais obras, indo muito além da leitura de um único livro”, observa.

Indo na mesma direção, o professor Luan Fogolari, responsável pela atividade em duas escolas de Passo Fundo, o Bom Conselho e o Conceição, valoriza a produção dos filmes por também fugir à rotina escolar. “Cabe às áreas ligadas as diferentes linguagens e à equipe buscar sempre alternativas, como o ‘cinema’, já que serve como um instrumento de criação e reflexão, tão importantes na formação dos adolescentes”, explica.

Leia Também Cine Laser Passo Fundo Shopping exibirá pré-estreia do novo Star Wars nesta semana Ator Maurício Mattar é internado após sofrer infarto Morre Marie Fredriksson, vocalista do Roxette Passo Fundo Shopping recebeu mais de 20 mil pessoas na Caravana Iluminada Coca-Cola