Rádio Planalto presente na comemoração de 104 anos da Dona Antônia

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Dona Antônia Assis Vieira, 104 anos completados no último dia 04 de outubro, moradora da Rua 10 de Abril, em Passo Fundo, recebeu o repórter Bruno Reinehr na comemoração de seu aniversário, nesse domingo (06). Não surpreende que as histórias de uma pessoa centenária sejam tantas, mas dona Antônia, teve alguns fatos pitorescos que mais chamam a atenção.
Ela nasceu em 1915 na localidade de Povinho Velho, na época pertencente a Passo Fundo, hoje Mato Castelhano, mas passou a maior parte de sua vida trabalhando na roça em Butiá Grande, interior de Sertão. Com apenas 16 anos, casou-se com Clarimundo Fernandes Viera, um viúvo, 30 anos mais velho, e que já tinha seis filhas. Ela ajudou a criar as enteadas e teve mais 12 filhos biológicos, o mais velho, ainda vivo e bem de saúde, está com 88 anos. Quatro de suas seis filhas adotivas ficaram cegas por uma doença genética, o que lhe deu mais trabalho para cuidá-las. Um de seus filhos biológicos morreu ao ser arrastado por um cavalo nos matos onde morava em Sertão. O esposo pediu ao filho que fosse pegar um cavalo para levar uma moagem ao moinho, mas orientou que não era para montar no mais perigoso. O rapaz fez o contrário. O animal disparou e matou o jovem arrastado por uma corda na cintura.
As histórias relatadas pela anciã, que ainda faz o seu próprio chimarrão, caminha, fala, apenas ouve pouco, encantam às pessoas, seus 29 netos, 24 bisnetos e um tataraneto. Ela não esquece da lida no campo, socando pilão para fazer canjica e descascar arroz. “Se eu estivesse melhor do meu braço ainda queria socar pilão, socar arroz, às vezes no meu sono eu sonho que estou fazendo isso”, lembra ela.
Aos domingos, dona Antônia, gosta de almoçar churrasco e ao invés de suco ou refrigerante, prefere cerveja e vinho. Sua filha Almerinda, de 76 anos, disse que tem de ter cuidado porque muitas vezes a mãe ainda quer mexer no fogão.
Das atividades mais operacionais, lembra que ajudava a derrubar pinheiro de machado para fazer “tabuinhas” para cobrir casas. As araucárias eram cortadas em toras de cerca de um metro de comprimento e lascadas. As tabuinhas eram usadas para fazer o telhado das casas.
Ao ser perguntada sobre o segredo para a longevidade, respondeu que tem de se alimentar bem, fazer o bem e trabalhar.















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