O foguete, o cinegrafista e a impunidade

Postado por: Dilerman Zanchet

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                Em junho, durante a série de manifestações que se abateram sobre o gentil solo varonil, a ordem do governador gaúcho para a Brigada Militar foi de apenas acompanhar a turba, sem se envolver. Em alguns casos, os corajosos policiais enfrentaram covardes com tocas ninjas, que usam a cara encoberta e a covardia como armas. O prédio onde o prefeito porto-alegrense mora foi atacado e não houve proteção, pois o Governador do Estado entendia que aquilo era uma manifestação democrática. Tão democrática quanto conceder asilo político ao italiano acusado de homicídio, quando era ministro da Justiça.

                Os tempos passaram, os preços das passagens reduziram ao grito do povo e voltaram a subir pelas mãos da Justiça, que avaliou inflação (ela só não existe para o Governo Federal). Agora, mais recentemente, os tais black blocs (para mim anarquistas vagabundos e covardes), resolveram detonar bombas no Rio de Janeiro. Foi com isso que causaram a morte de um cinegrafista da Band. Uma pessoa que estava na rua, naquela hora e naquele local, justamente para mostrar que eles não valem o que comem.

                A polícia prendeu quem forneceu a bomba e quem a explodiu. Temos dois vagabundos, sustentados por alguns que ainda acreditam num sistema revolucionário idiota, que não existe mais em nenhuma parte do mundo. O anarquismo só existe para alguns desocupados, que não sabem ou não querem trabalhar.

Quem vai custear a prisão destes idiotas?

Resposta: Nós, o povo.

Quem vai custear a cesta-prisão?

Resposta: Nós. A coisa vai ter fim por aí?

Resposta: Não.

Metade da população caiu de pau sobre a jornalista do SBT que, dias antes, havia falado sobre o marginalzinho detido e surrado em via pública. E agora? Só a metade vai condenar estes dois covardes? Qual advogado de bom senso vai acreditar na inocência de um vagabundo que arremessa uma bomba contra um repórter?

                Acreditar em quê? Ainda que muita gente fale mal, a Rede Globo, com ou sem interesses escusos, faz um “baita” editorial no JN. O clamor do povo ordeiro estava estampado naquelas palavras do jornalista William Bonner.

                “Nossa liberdade está trancafiada enquanto marginais, instigados por algumas facções e de cara coberta, nos escravizam”, disse-me uma mulher. Tem razão. À mercê dos marginais, assaltantes, black blocs, inúteis de uma sociedade mal resolvida consigo mesma. E, infelizmente, muitas vezes sob os mantos da legalidade.

                Os atos democráticos que os esquerdistas de plantão sempre alardearam, mataram. A quem o sangue da vítima interessa? Somente aos abutres. E eles estão por aí, travestidos e com bottons no peito. Vamos escorraçá-los, enquanto houver tempo. Pela memória de um pai, marido, trabalhador inocente que cumpria seu dever. Que as palavras de justiça não sejam clamadas em vão.

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