A crise continua afeta os mesmos há anos

Postado por: Gilnei Fogliarini da Costa

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Neste retorno as colunas da Rádio Planalto observamos que algumas coisas continuam iguais em nosso Estado, ou piores, dependendo do lado que se olhe. Vou aqui republicar uma coluna que publiquei em 05 de agosto de 2016, onde é possível observar que as forças de segurança pública continua trabalhando com afinco em suas atividades, como publicado aqui nas páginas da Rádio Planalto (http://rdplanalto.com/noticias/40882/em-2019-numero-de-abordados-pelo-30-rpmon-foi-maior-que-a-populacao-de-passo-fundo), mas continuam sofrendo com atrasos salariais, e pior, o governo tentando aniquilar seus direitos já incorporados.

Publicado em 05 de agosto de 2016:

A crise afeta a todos

Nada fácil um pai de família chegar em casa e disser à sua prole que não tem dinheiro para comprar o básico de sua subsistência. Não é fácil nem moralmente digno para qualquer ser humano ter que levantar todo dia e sair para trabalhar deixando em casa sua família sem o mínimo de condições. Saber que apesar de não ter seu salário na conta ainda tem que colocar sua vida em risco a todo momento para não deixar a sociedade à margem da criminalidade, e por cima de tudo tem que manter sua moral e motivação para não cair nas armadilhas da vida.

Será que é a única saída deixar de cumprir com a obrigação de quitar o soldo dos servidores para tentar equilibrar finanças? Esta fórmula não estaria colocando o Estado cada dia mais no buraco?

Vejamos. Isto afeta diretamente as famílias de todos servidores do Poder Executivo, entre eles as principais necessidades de uma sociedade, educação, segurança e saúde. E indiretamente toda a sociedade que fragilizada deixa de receber estas três assistências básicas. São crianças fora das salas de aulas, são atendimentos que deixam de ser atendidos, e são ações de segurança pública prejudicadas. E, além disso, há, inevitavelmente, a queda na arrecadação do próprio Estado, uma vez que o comércio é diretamente afetado pela contenção de gastos dos servidores, é a queda na circulação do montante que deixa de ser gasto.

Estamos afeto com todos que passam por esta situação, e confiamos que a sociedade esta solidaria com esta classe desprotegida. Aguardamos ansiosamente que esta fase se encerre o mais breve possível, pois acreditamos que não há Sociedade que sobreviva na angústia de não poder garantir à suas famílias a sua subsistência.

 

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