Ano de 2020: uma nova jornada!

Postado por: Ari Antônio dos Reis

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Estamos no segundo dia do ano de 2020. Temos uma longa jornada pela frente. Esperamos que seja boa e possamos realizar todos os nossos projetos. Quem acompanhou a liturgia do dia 1º de janeiro viu que a primeira leitura trazia uma invocação de bênção a partir do livro de Números 6,22-27. Era a invocação do nome do Senhor para que o povo se compreendesse abençoado. O salmo proclamado, número 66, dizia “que Deus nos dê a sua graça e sua bênção e sua face resplandeça sobre nós”.  As duas referências bíblicas dizem respeito à invocação da bênção de Deus para uma jornada. Têm presente o sentido de Deus na vida da pessoa e do grupo, o que dá outro sentido à caminhada.  É muito bom sentir-se abençoado pelo Altíssimo neste ano que se inicia.

É possível também recordar três compromissos possíveis de serem assumidos no ano. O primeiro tem uma referência pessoal. Ao entrarmos neste novo período em nossas vidas, tenhamos consciência da travessia que vamos fazer e o que almejamos para o ano. Caminharemos com objetivos delineados e isto facilita a caminhada no ano. Não deixemos passar o tempo sem assumir este compromisso pessoal. Uma travessia motivada por objetivos se torna mais leve, um fardo suave de carregar. Viver por viver, deixar passar os dias sem assumir desafios torna a existência insossa, sem sentido.

Ainda na perspectiva pessoal, recordo duas dimensões humanas importantes, a fé e a esperança. A fé que embasa o nosso agir e dá um outro sentido à travessia. A fé dá a certeza de que a pessoa não está sozinha. A força que vem do alto a anima a agir. Como dizia Gilberto Gil “anda com fé eu vou, pois, fé não costuma falhar”.   A esperança é o motor, a motivação que leva a caminhar, que permite acordar a cada manhã com ânimo renovado, porque existe um caminho a percorrer. A esperança impulsiona, dá força para que a pessoa enfrente todos os obstáculos que a vida impõe e precisa ser renovada a cada dia.

Um segundo compromisso diz respeito à vida familiar. Dizia a canção “como é bom ter a minha família como é bom...”. É muito bom, mas tem suas exigências e responsabilidades diferenciadas, dependendo do lugar que se ocupa na família.  Cada família tem limites, fragilidades e dificuldades. Tem também muitas virtudes, experiências de superação, vitórias, testemunhos bonitos. É a família a qual se deve respeito e consideração. O compromisso de amor, zelo e cuidado para com a família deve  ser renovado neste ano.

O terceiro compromisso é mais amplo, talvez mais complexo. Vivemos em sociedade e somos parte dela. Nossa sociedade padece de algumas enfermidades que precisam ser curadas. Os sinais destas enfermidades se explicitam na violência, intolerância, pobreza, miséria, preconceitos e diferentes discriminações, entre outras. Não é possível viver em uma sociedade doente. Todos sentem-se ameaçados. Mas cabe agir para encontrar a cura e isto é tarefa de todos os cidadãos, especialmente dos cristãos.

 O diálogo, tolerância, justiça social, igualdade são caminhos de cura e estão ao alcance de todos nós.

Entremos neste novo ano com esperança renovada e assumamos estes compromissos que nos farão muito bem.

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