Abelha sem ferrão: uma alternativa que começa a se difundir

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Repercute o caso do agricultor que morreu ao ser atacado por abelhas nesta segunda-feira, 20, na comunidade de Linha Subida Grande, no interior de Ronda Alta. Após ser atingido, ele tentou correr para fugir do enxame, mas acabou caindo duzentos metros adiante.

Embora a chegada da ambulância do SAMU, não foi possível evitar que o produtor, identificado como Adair Balen, de 60 anos, viesse a óbito.

O assunto levantou a discussão sobre as abelhas sem ferrão. Esteve no programa Na Ordem do Dia, da Rádio Planalto News, o produtor Osvaldo Santos, que é secretário municipal de Meio Ambiente e Agricultura de Tio Hugo. Ele é um estudioso do tema. 

As abelhas fazem parte do meio ambiente desde os tempos do dinossauro, sendo fundamental para o equilíbrio do ecossistema, através da polinização. 

Uma alternativa que vem sendo difundida é o manejo de abelhas sem ferrão. Impossibilitadas de dar doloridas picadas, elas não precisam de fumaça para ser acalmadas nem que o apicultor use equipamentos de proteção individual (EPIs), como macacão com máscara conjugada, botas de borracha e luvas de nitrila. 
Segundo o pesquisador de Tio Hugo, essas espécies sem ferrão estão sendo bem requisitadas pela produção de mel. O quilo do produto pode chegar a um preço de R$ 200,00. Entre esses tipos de mel está o de Jataí. 

A criação pode ser desenvolvida dentro da cidade, sem perigo. É o que acontece em Tio Hugo, inclusive perto de escolas e restaurante.  Em Passo Fundo, já é possível encontrar. A abelha é bem menor que aquela com ferrão.


ACOMPANHE A ENTREVISTA NA PLANALTO NEWS (áudio)


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