Promessa de cura

Postado por: Adalíbio Barth

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Na história da Igreja existiram épocas fortes em que os destruidores de quadros e imagens, chamados de “iconoclastas”, devastavam as casas, aniqui­lando todos os quadros, obras de arte e imagens de santos. Tudo isso faziam em nome da Bíblia. De fato, há passagens no Ex 20,4, onde encontraram um povo, há três mil anos atrás, em determinada região, que adorava imagens como deu­ses. Deus, então, proibiu a fabricação de imagens, mas nunca obras de arte.

Todavia, Deus manda fazer imagens de querubins e manda colocá-las no lugar mais sagrado do culto divino, em cima da Arca da Aliança. No ambiente em que viviam estas imagens não faziam mal algum (Ex 25, 18-22), se isto tivesse acontecido no Egito ou na Babilônia, seriam considerados deuses. Assim, Deus mandou Moisés fazer a imagem da serpente e rezar diante dela (Num 21, 4-9). Cristo se compara a essa serpente (Jo 3,14-15). Salomão construiu o Templo de Jerusalém e mandou erigir duas enormes estátuas de querubins (2 Cr 3-10-13). E Deus se agradou desse Templo com essas imagens.

Onde as imagens não eram deuses, Deus não proibiu, mas determinou e as abençoou. As imagens comunicam mensagens. E a cultura de nossa época, atesta o valor da imagem.

Foi com essa clareza bíblica e histórica, que o ministro da visitação, chegou em determinada residência, para a bênção da casa. Ao chegar, deparou-se com uma imagem de N. Sra. de Fátima, na entrada da casa. E a dona, logo foi explicando:

- Minha filha, aconselhado por um pastor de crentes, destruiu todas as imagens dentro de casa, pois somente assim, sua mana ficaria curada de uma doença grave. Todavia, depois de sete meses, nada aconteceu. Um dia veio do culto e me pediu para colocar uma imagem de Fátima. Coloquei-a na entrada da casa. E três dias depois minha filha, desenganada, faleceu. O pastor teve sete meses para curá-la. Levou bastante dinheiro. Rezamos para a Santa para que se “fizesse a vontade de Deus” e ela logo a levou para junto dela, no céu.

Vivemos numa “época de imagens”. Toda comunicação é feita na base das imagens. O domínio técnico de nosso tempo permite a instantaneidade de vídeos, filmes, reportagens transmitidas para o mundo todo em tempo real. Há, todavia, um fanatismo religioso, muitas vezes repetido na história, condenando simplesmente as imagens e pinturas. Em nenhum momento Deus proibiu as obras de arte e a comu­nicação pelas imagens. O que proibiu foi a idolatria, que é algo totalmente diferente.

 

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