Reivindicação animal

Postado por: Adalíbio Barth

Compartilhe

A notícia corria solta entre os animais: os humanos conseguiram, com novas técnicas e o avanço da ciência, prolongar em muitos anos suas vidas. Já estão vivendo, em média, setenta e cinco anos.

- Isso é muito ruim para nós! – observavam os animais que exerciam seu serviço mais perto dos homens.

Os que mais reclamavam eram os cachorros, os burros, os bois e as vacas.

- Há gente boa – diziam -, mas alguns nos exploram sem piedade. E agora que eles vão viver mais tempo, perdemos a esperança de trocar de patrão. Alguns de nós fizeram corpo mole e se livraram da opressão quando foram vendidos para outros proprietários, que os trataram melhor.

Os animais não se conformavam em trabalhar e produzir mais para o mesmo patrão, durante toda a vida. Resolveram fazer uma assembleia para uma tomada de posição comum. Cada um colocou suas queixas. O cachorro dizia:

- Quando eu completo quinze anos, eles me chutam de um lado para o outro e ninguém mais quer o meu serviço de guarda.

O burro, o boi e a vaca apresentaram a mesma queixa: Depois dos quinze anos nos chamam de burro velho, boi lerdo e vaca seca.

E continuavam a queixar-se dos humanos que, ao contrário dos animais, fazem a maior festa quando um deles completa quinze anos.

No final da assembleia resolveram apresentar uma queixa aos humanos que nunca se preocuparam em apresentar uma ração melhor e uma vida saudável aos animais, para que também eles pudessem ter uma vida longa. Chegaram também a um acordo para que fosse promulgada uma declaração universal dos direitos dos animais. Aprovaram alguns artigos que os humanos agora respeitam:

- “O animal que o homem escolher para companheiro nunca deve ser abandonado. Nenhum animal deve ser maltratado. Todo animal que o homem escolheu para seu companheiro tem direito a uma duração de vida conforme a sua longevidade natural”.

A humanidade progrediu muito em relação aos direitos humanos e aos direitos dos animais. Hoje há uma sensibilidade maior em relação à vida, ao sofrimento e à morte dos animais. O mesmo acontece com toda natureza criada por Deus. Assim, a harmonia do universo, pela convivência pacífica de todos os seres vivos é uma realização do plano de Deus.

Leia Também RABISCOS SEMANAIS: Caminhar juntos(as)! Ocasião Especial O cristão cidadão – 2ª parte “Abre tua mão para o teu irmão” (Dt 15,11)