O que representam as manifestações do dia 15 de março?

Postado por: Clovis Oliboni Alves

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O povo brasileiro está se mobilizando através das Redes Sociais, para uma das maiores manifestações populares, já vistas no Brasil. No próximo dia 15 de março, as ruas estarão tomadas por brasileiros e brasileiras, vestidos de verde e amarelo, gritando palavras de ordem e justiça. A mobilização começou depois da divulgação de um áudio, onde o Ministro-Chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, General Augusto Heleno, falava de maneira informal com outros ministros em um evento cívico militar, dizendo que o governo não poderia aceitar a “chantagem” do Congresso Nacional, para controlarem os recursos orçamentários da Nação. O vazamento foi o estopim para a mobilização de milhões de brasileiros através das Redes Sociais, que reivindicam entre outras coisas: moralidade e ética no serviço público, mudança de postura dos parlamentares, ministros do Supremo Tribunal Federal, além de outras pautas que acabarão vindo à tona com o calor das mobilizações.

Para quem achava que seria “fogo de palha”, as mobilizações ganharam força e adesão surpreendentes nos últimos dias. O que era pra ser apenas um jogo de forças sobre o controle orçamentário, entre o Parlamento e o Executivo, virou uma grande mobilização nacional, que irão as ruas cobrando além de uma mudança na postura dos parlamentares e dos ministros do STF, pautas como: Prisão em segunda instância; PEC das carteirinhas de estudantes; PEC dos balancetes das empresas; Reforma administrativa; Reforma Tributária; Reforma Política; Ética e moralidade no serviço público, incluindo situações peculiares em cada Estado brasileiro; Revisão nas tributações dos combustíveis (ICMS), dentre outras pautas e reivindicações, que podem e com certeza irão surgir durante as manifestações populares e democráticas, que estarão sendo realizadas em todo o Brasil neste dia. A partir do momento que você convoca o povo para sair às ruas, protestar por um Brasil melhor, perde-se o “controle” das pautas e reivindicações que por ventura possam vir a surgir. O movimento de massa ganha vida própria, os anseios surgem com expressões sobre os mais variados temas imagináveis, porém, o principal foco está no Congresso Nacional e na Suprema Corte (STF), os quais concentram as críticas mais severas e raivosas das Redes Sociais.

Uma minoria está criticando o movimento, achando que é um movimento único e exclusivo, de defesa do Governo Bolsonaro, sem se dar conta, que se trata de um movimento democrático da população brasileira, que está se revelando com uma nova postura cidadã. Esta nova postura da sociedade brasileira, está revelando uma geração muito mais exigente, com uma visão política clara e objetiva. Uma sociedade participativa no dia a dia do cenário político nacional. Que acompanha de perto “todos” os movimentos dos parlamentares e dos governos sejam eles: federal, estaduais ou municipais. Uma sociedade que aprendeu a cuidar do que é seu na dor, depois de muito ser usurpada. Uma sociedade que acordou com sede de justiça, de moralidade, ética e acima de tudo, mudança de postura dos seus representantes políticos. Quem ainda não entendeu a transformação pela qual o Brasil está passando, ficará a margem da história política desta Nação, estando fadado ao ostracismo político. A democracia brasileira está amadurecendo, ficando a cada dia mais exigente, criteriosa e sensata. A sociedade brasileira aprendeu a duras penas, a não acreditar mais em informações sensacionalistas, muitas vezes jogadas ao vento pela própria mídia, na tentativa desesperada de atingir seus objetivos, causando tumultos e instabilidades. Os falastrões de plantão, mentirosos dos velhos “palcos” eleitoreiros, encontraram pela frente, eleitores bem informados, com acesso a informação, dados e estatísticas capazes de desmenti-los instantaneamente. Na gíria popular, “ficou ruim pra malandro se eleger.

O gigante acordou e irá às ruas neste dia 15 de março com toda sua fúria. Embora o alvo seja o Congresso Nacional e seus presidentes, Davi Alcolumbre e Rodrigo Maia, vão sobrar críticas e vais para muita gente: ministros do STF, auditores dos Tribunais de Contas dos Estados, governadores, prefeitos e parlamentares de modo geral. O controle social dos mandatos se dá com o povo na rua! A vontade popular precisa ser ouvida e atendida pelos representantes políticos, afinal de contas, foram eleitos com este propósito.

A sociedade brasileira irá para as ruas de maneira ordeira e democrática, exercendo seu direito de cidadania, cobrando ações, repreendendo omissões e exigindo justiça”.

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