Ronaldinho Gaúcho e Assis foram enganados, entende Procuradoria do Paraguai

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O ex-jogador Ronaldinho Gaúcho e seu irmão Assis "foram enganados" e não serão processados por posse de passaportes falsos. Os documentos em questão foram utilizados pela dupla na quarta-feira, ao chegar a Assunção. O procurador encarregado do caso, Federico Delfino, recomendou à Justiça a suspensão do processo contra os dois, "sob a condição" de que Ronaldo e Assis "admitam o delito pelo qual foram acusados: uso de documento de conteúdo falso".

"Pudemos indiciar várias pessoas por distintos fatos (...) por organização criminosa. Ronaldinho e seu irmão Roberto revelaram dados relevantes para a investigação e por este motivo poderão ser beneficiados", explicou o representante do Ministério Público. Ronaldinho e seu irmão "foram surpreendidos em sua boa fé ao receberem documentos paraguaios apócrifos de conteúdo falso", acrescentou Delfino. "As informações que deram estão sendo muito úteis para desbaratar um grupo criminoso dedicado à produção de documentos falsos".

A Justiça brasileira suspendeu o passaporte de Ronaldinho no final de 2018, quando lhe foi imposta uma multa de US$ 2,5 milhões, que nunca pagou. O ex-jogador foi multado por contaminar as margens do Guaíba, em Porto Alegre, ao construir um cais e uma plataforma em uma área de preservação ambiental, segundo a imprensa. No ano passado, Ronaldinho e o irmão chegaram a um acordo com o MP para receber os documentos de volta.


Foto: Jorge Adorno/Reuters

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