RS registra primeira morte do ano por dengue

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O Centro Estadual de Vigilância em Saúde do Rio Grande do Sul confirmou, nesta sexta-feira a primeira morte por dengue hemorrágica, em 2020, em cidades gaúchas. A vítima, uma mulher de 70 anos, residia em Santo Ângelo.

Esse é o terceiro óbito registrado no Grande do Sul, em função da doença – causada pela picada do mosquito Aedes aegypti. A Secretaria Estadual da Saúde lembra que os dois primeiros ocorreram, ainda em 2015, em Santo Ângelo e Panambi.

Passo Fundo tem dois casos de dengue

Enquanto as atenções estão direcionadas ao coronavírus, a dengue segue preocupando em Passo Fundo. Esta época do ano é a mais crítica para o controle do Aedes aegypti. Embora não chova com frequência, é possível perceber que mesmo assim os mosquitos e as larvas são encontrados em grande quantidade. Qualquer recipiente que encontrarmos água parada, seja a menor quantidade, tem a presença de larvas. Lembrando que nosso pico para risco de Epidemia de Dengue, vai até final de maio, quando as temperaturas começam a baixar e o  risco também diminui.

Em 2019, houve várias notificações de casos suspeitos de dengue. Confirmados, 1 caso autóctone, contraído em Passo Fundo e 1 caso importado do Mato Grosso. Em 2020, foram confirmados dois casos importados, sendo um de Brasília e um de Mato Grosso. São mais de dez casos suspeitos.

Ivânia Silvestrin, enfermeira-chefe do Núcleo de Vigilância Ambiental em Saúde, ressalta que é importante a população aproveitar a quarentena  para fazer a sua parte no controle do mosquito, eliminando água parada dos seus quintais e até mesmo de dentro de suas casas.

A dengue mata em proporções bem significativas, sendo que houve um acréscimo de 130% nos casos de dengue. Se não forem atendidas as exigências que as autoridades de Saúde tem lembrado, é possível  passar por situação semelhante à pandemia que se vive hoje.

Passo Fundo em 2019, teve Índices de Infestação de 5,9 %, considerado alto risco para Epidemia.

Os cuidados são bem simples e fáceis de realizar, basta não manter água parada em potes, tonéis, caixas d'água, pratinhos, lonas , manter piscinas tratadas, ralos protegidos com tela, água da chuva protegida com telas, calhas limpas e desobstruídas, enfim, cuidar de tudo que possa acumular água, ressalta a enfermeira-chefe do Núcleo de Vigilância em Saúde.


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