Como sobreviver com saúde nas redes sociais?

Postado por: Clovis Oliboni Alves

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Em tempos de pandemia, a falta de paciência e tolerância, é evidente nas publicações das Redes Sociais. Muitos amigos, pessoas da família, colegas de trabalho, da faculdade e até mesmo casais, estão tendo sérios problemas de relacionamento, pela hostilidade e truculência com que suas convicções, estão sendo expostas e defendidas nos meios de comunicação digital. Os debates políticos ideológicos, já vinham a tempos sendo travados nas Internet, com uma certa truculência, porém agora, para “apimentar” a relação, nos deparamos com uma inédita e vorás pandemia, que está abalando o mundo todo e consequentemente o Brasil.

Eu como sempre, não consigo ficar calado e constantemente dou os meus “pitacos”, na situação política do país, portanto, tomo aqui a liberdade e o atrevimento, diria assim, de dar algumas dicas a vocês, de como sobreviver nas redes sociais: primeiramente, se você quer continuar a usar esta excelente ferramenta de comunicação, comece com um preparo emocional e psicológico, de que você e suas posições, jamais serão unanimidade. Esteja preparado, caso você queira opinar e se manifestar publicamente, a levar “paulada” e críticas, por mais ingênua e bem intencionada que seja sua colaboração, até mesmo um “que Deus nos proteja”, pode ser usado contra você, que será xingado e chamado de fascista, bolsominions e assim por diante. Seu estado emocional precisa estar elevadíssimo. Você precisar estar “zen” como diz o ditado. As manifestações de ódio, rancor e hostilidade, precisam ser compreendidas amigo. As pessoas que assim se manifestam, tem no fundo um motivo, que muitas vezes nem elas mesmas se dão conta. Outras, em tempos de confinamento, estão tão entediadas com a situação, que buscam nas redes sociais, alguém para descarregarem seus ódios, suas angústias e raiva exacerbada, portanto, cuidado, você pode ser a vítima.

A pandemia chegou para tocar o terror em tudo, e, com as redes sociais não poderia ser diferente. As informações e desinformações são constantes. Estamos peritos em coronavirus. A Rede Globo abraçou a causa do “Fique em Casa” e divulga 24 horas, diagnósticos e gráficos catastróficos, com teorias do caos sobre os avanços do vírus. Para sobreviver a esta pandemia, comecei desligando a TV. A angústia por informações é suprida pelas redes sociais, que embora algumas informações, devam ser vistas com critérios, ainda assim é o meio de comunicação mais confiável e democrático ao qual temos acesso. A omissão de informação de algumas matérias pela grande mídia sofre a pressão da publicidade pela internet. Os internautas cobram as pautas das mídias tradicionais, principalmente de rádios e televisões, divulgando e comentando massivamente as matérias e acontecimentos. A vigilância aos meios de comunicação se tornou tanta, que as retratações por “erros” na edição dos telejornais se tornaram constantes e isso é um bom sinal, afinal de contas, como telespectadores ou ouvintes, temos que exigir o devido respeito e qualidade na informação, quanto à isenção, aí já é pedir demais.

Portanto amigos vamos continuar utilizando esta excelente ferramenta da sociedade contemporânea, chamada Redes Sociais da Internet, como uma ferramenta de informação, de democratização das manifestações, de publicidade geral dos fatos e principalmente, de controle social da sociedade para com os governantes, que hoje, precisam ouvir e prestar contas ao povo, sob o olhar atento e vigilante dos cidadãos e cidadãs brasileiras. Quanto às divergências de idéias e diretrizes políticas, vamos ter paciência e respeito por quem pensa diferente, afinal de contas, somos um país plural, onde a diversidade cultural e social é imensa e todos precisam de um lugar ao sol.

“Na essência somos iguais, nas diferenças nos respeitamos”. Santo Agostinho

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